• Daniel Almeida

Conhecendo o College - Ohio State Buckeyes

Dando seguimento na série “Conhecendo o College”, que tem como objetivo levar aos fãs de futebol americano uma visão agradável e informativa sobre os programas da NCAA, abordaremos a muito tradicional universidade de Ohio State. Mas antes, de mergulharmos em tradições, história, recordes e rivalidades, cabe a mim fazer um breve anúncio: tamanho foi o sucesso com que demos início a essa série de textos (que consta, até agora, com artigos sobre Alabama e Clemson), que foi criada uma adaptação dessas publicações para o formato de vídeo no Youtube. O vídeo sobre Clemson já está disponível no canal Golim Sports, então, terminada a leitura desse texto, te convido a visitar esse canal sensacional e assistir a esse conteúdo de muita qualidade. Sem mais delongas, vamos à Ohio State.





Se, quando tratando de Clemson, seria um engano afirmar que o programa tem um histórico antigo de estabilidade e conquistas, tal suposição não se aplica aos Buckeyes. Desde 1924, Ohio State não tem duas temporadas negativas seguidas, apenas para comprovar estatisticamente essa tese. Partiremos daqui, então, para uma jornada de diversos triunfos e múltiplos feitos que ficaram marcados para a eternidade.


Do primeiro jogo ao título nacional (1890 a 1942)


Ohio State University Archives


A primeira partida dos Buckeyes ocorreu em 1890, quando o futebol americano foi de vez instituído na universidade. O primeiro resultado daquela temporada foi positivo para o recém-formado time, que venceu por 20 a 14 sobre o já inofensivo Ohio Wesleyan Battling Bishops. Entretanto, os outros jogos, disputados a partir de outubro desse mesmo ano, mostraram-se um fracasso para Ohio State. Foram 4 derrotas em 4 oportunidades, incluindo humilhantes 50 a 0 e 64 a 0.


Mas, após uma necessária demissão do técnico Edwin Sweetland em 1904, tudo mudou. Albert Herrnstein, o mais novo head coach da universidade, obteve resultados desde sua primeira temporada e começou a construção de uma cultura vencedora nos Buckeyes. Já sob o comando de John Wilce, em 1916, surgia uma das primeiras grandes estrelas da história do programa: Chich Harley. O jogador, que atuava como um faz-tudo tanto ofensivamente quanto defensivamente (e ainda podia ser kicker), contribuiu para dois títulos da Big Ten em sequência enquanto esteve na equipe.


O primeiro Bowl de Ohio State foi conquistado quando, oficialmente, havia apenas um deles: o Rose Bowl. Embora tenham perdido por 28 a 0, a aparição no evento fez com que todos acreditassem em um futuro brilhante para o programa. Em seguida, porém, uma má fase reinou e Wilce teve que ser mandado embora, para que Sam Willaman entrasse e, em 1934, transferisse o cargo de técnico para Francis Schmidt. Ainda assim, o sucesso esperado não vinha de jeito nenhum para os Buckeyes, e os torcedores tiveram que se acostumar com temporadas boas seguidas de temporadas ruins.


O técnico que salvaria Ohio State dessa fase sem conquistas seria Paul Brown. Para chegar a meta de um título nacional, nada melhor do que um dos maiores ícones da história do esporte, inventor e idealizador de diversos fatores que hoje compõem o futebol americano. Ele seria o responsável por liderar os Buckeyes rumo ao campeonato de 1942, o qual venceram com uma campanha 9-1. O Running Back Gene Fekete foi o principal destaque individual da equipe nesse ano.


Do título de 1942 à demissão de Earle Bruce (1942 a 1987)



Rick McFarland/Associated Press

O título de 1942 foi um alívio para Ohio State, o que fez os resultados surgirem naturalmente. Mesmo com Paul Brown permanecendo por pouco tempo nos Buckeyes, ele deixou o legado vitorioso para os próximos técnicos do programa. Embora Wesley Fesler tenha ajudado na primeira conquista de um Bowl Game para a universidade, ele, Carroll Widdoes e Paul Bixler não foram os nomes certos para alcançar, de vez, um outro nível no cenário do College Football com Ohio State.


Woody Hayes seria esse treinador. Com seus 28 anos de carreira, representou a regularidade positiva dos Buckeyes, os levando a cinco títulos nacionais (1954, 1957, 1961, 1968 e 1970), porém apenas três foram reconhecidos pelos rankings da Associated Press. Mais alguns números que marcam seu desempenho são: quatro temporadas invictas, treze campeonatos da Big Ten conquistados e 205 vitórias.


No título de 1954, Howard Cassady era o destaque. Já em 57, o principal nome foi Don Clark. Aos poucos, iam sendo descobertos os principais atletas/estudantes que iriam compor a história de Ohio State. Hayes, por outro lado, foi demitido com uma derrota no Gator Bowl em 1978. Earle Bruce tomou o cargo de técnico e fez um bom trabalho, indo para Bowl Games em 8 temporadas seguidas. Mas, com uma campanha medíocre em 87, ele teve que ceder o seu lugar para John Cooper.


Da demissão de Earle Bruce até hoje (1987 ao presente)


Os Buckeyes, já nessa época, eram uma enorme potência na NCAA e um dos mais tradicionais programas de College Football. Treinadores como Cooper, Jim Tressel e Urban Meyer apenas reforçaram isso. E, mesmo com uma história bem fraca em termos de quarterbacks, Ohio State continuou competitiva, com Justin Fields, Master Teague e outros tantos jogadores que contribuíram para formar a universidade que Ohio State é hoje.


RIVALIDADES



Jamie Sabau/Getty Images

MICHIGAN WOLVERINES


Uma das maiores rivalidades em todo o College Football, com certeza é Michigan contra Ohio State. Os dois times têm extrema aversão um ao outro e se esforçam ao máximo em todo o confronto que os envolve. Desde um humilhante 86 a 0 em 1902, os Buckeyes fazem de tudo para devolver um pouco desse histórico massacre em cada jogo que disputam. O principal marco dessa rivalidade é o Snow Bowl, uma partida realizada no ano de 1950. Nevava muito, mas a opção de cancelar o jogo foi declinada por OSU. Então, algo bizarro aconteceu em campo: os times se revezaram chutando punts, esperando que o adversário não conseguisse agarrar a bola devido ao clima. No final, os Wolverines não ganharam um único first down, mas venceram o jogo por 9 a 3.




ILLINOIS


Essa rivalidade, além de guardar consigo 103 jogos, tem uma divertida história: o vencedor da partida entre esses dois programas, desde 1925, ganha um troféu. Mas não é um troféu comum, e sim uma escultura com formato de tartaruga chamada Illibuck. Isso porque, nos primórdios do confronto, o prêmio recebido era um tartaruga viva, que deveria celebrar a já premeditada longa vida da rivalidade.


TRADIÇÕES


BUCKEYE LEAVES



Dylan Buell/Getty Images

Para os que não sabem, “Buckeye” é um nome popular para a Aesculus glabra, planta característica do estado de Ohio. Por isso surgiu, em 1968, um novo estilo de capacete para Ohio State que contava com folhas de “Buckeye” ilustradas em um lado do equipamento. Hoje, tais folhas representam a universidade e são um símbolo a ser lembrado para sempre.


O SINO DA VITÓRIA


Acho que o nome já é bem explicativo, mas vamos lá: o Sino da Vitória (ou Victory Bell) nada mais é do que um sino que toca toda vez que Ohio State ganha uma partida. Ele foi dado como um presente dos estudantes em 1943, e permanece de pé até hoje, servindo também como um aviso para qualquer pessoa nas proximidades, divulgando a todos o triunfo dos Buckeyes.


RECORDES


  • Jardas Passadas: JT Barrett (9,434 Jardas)

  • Touchdowns Passados: JT Barrett (104 TDs)

  • Jardas corridas: Archie Griffin (5,589 Jardas)

  • Touchdowns corridos: Pete Johnson (56 TDs)

  • Jardas recebidas: Michael Jenkins (2,898 Jardas)

  • Touchdowns recebidos: David Boston (34 TDs)

  • Interceptações: Mike Sensabaugh (22 INTs)

  • Sacks: Mike Vrabel (36 Sacks)

  • Field Goals feitos: Mike Nugent (72 FGM)

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