• Geovani Gross

Conhecendo o College – Miami Hurricanes

Dando continuidade à série “Conhecendo o College”, hoje veremos uma das mais tradicionais e concorridas universidades da América, a Universidade de Miami. Vencedora de 5 campeonatos nacionais, está entre os programas de futebol americano mais famosos e premiados da história da NCAA.


Início do programa e primeiros anos


O ano foi 1926, deu-se início ao programa de futebol americano da Universidade de Miami, e foi apenas com um time de calouros, mais precisamente em 23 de outubro de 1926, quando o estreante Miami Hurricanes venceu por 7-0 o Rollins College. Haviam apenas 304 espectadores, bem diferente das dezenas de milhares que acompanham os jogos no estádio. O primeiro Head Coach da equipe foi Howard "Cub" Buck, ex jogador da NFL pelo Green Bay Packers, onde é reverenciado no Hall da Fama da franquia.



Logo na sua primeira temporada, o time da Universidade de Miami teve um ano invicto, os calouros comandados por Cub venceram os 8 jogos disputados daquela temporada, nada mal para os estreantes. E por essa temporada maravilhosa, a equipe adotou como nome o até então apelidoado Hurricanes! Ou porque no ano de 1926 houve um furacão que devastou Miami, ninguém sabe ao certo, mas o redator prefere a primeira opção.


Em 1931, Tom McCann tornou-se o quarto treinador da equipe de Miami. O HC comandou a equipe de futebol em seus melhores momentos até então. Depois de um primeiro ano difícil, os Hurricanes foram bem em 1932 e foram os anfitriões do Festival de Palm (mais tarde conhecido como Orange Bowl), vencendo o Manhattan College pelo placar de 7-0 no Moore Park, em Miami. No ano de 1934, os Hurricanes disputaram a sua primeira taça de forma oficial, o Orange Bowl. Mas para a tristeza dos Miami Boys, foram derrotados pelo Bucknell por um sonoro 26-0.


O Primeiro Título (1938)

Foto: Miami Hurricanes via Pinterest

A primeira taça veio apenas em 1938, um ano depois da equipe se mudar para o monumental novo estádio municipal de Miami, que em 1959 passaria a se chamar Orange Bowl. E o título foi conquistado em cima do seu arquirrival Florida Gators, na casa do adversário, por 19-7, uma bela forma de vencer um primeiro título!


O Primeiro All-American (1950)


Foto: Al Carapella - umsportshalloffame.com

A temporada de 1950 foi marcante para os Hurricanes. Comandados pelo HC Andy Gustafson, a equipe de Miami jogou um jogo cheio de táticas e estratégias de ataque inovadoras, fazendo com que Al Carapella, DT da equipe se destacasse e fosse eleito All-American daquele ano. Como profissional, Al Carapella jogou pelos San Francisco 49ers e pelo Hamilton Tiger-Cats.




Primeira Estrela (1963)



Imagem: Sports Illustrated

Em 1963, apesar de Miami ter tido uma temporada muito ruim, com 3-7, George Mira, que havia estabelecido muitos dos recordes em sua passagem pela universidade de Miami durante os quatro anos em que atuou como QB da equipe, apareceu na capa da Sports Illustrated e terminou em quinto lugar na votação do Troféu Heisman como veterano. Mira foi draftado no ano seguinte na décima quinta escolha geral, pelo San Francisco 49ers.


Era Howard Schnellenberger e o primeiro título nacional (1979-1983)


Depois de anos turbulentos e problemas financeiros e fiscais, inclusive correndo o risco de deixar de existir, o Miami Hurricanes contratou o então coordenador ofensivo do Miami Dolphins, franquia de Miami da NFL, Howard Schnellenberger. Como coordenador ofensivo do Crimson Tide, Howard colaborou na conquista de três campeonatos nacionais. Pelo Miami Dolphins, Howard ajudou o lendário Don Shula a vencer o Super Bowl em 1972. Um currículo de respeito!


Howard anunciou aos funcionários do Miami e aos jogadores que tinha a intenção de ganhar um campeonato nacional em cinco anos, um objetivo bem ousado para uma equipe que quase deixou de existir um ano antes. Para isso, Howard apostou no recrutamento dos maiores talentos de Miami e sul da Flórida, estratégia que mudou drasticamente a forma de recrutar prospectos jogadores para o College. Howard estreou Jim Kelly como titular do Miami Hurricanes. E a promessa de Howard foi cumprida! Em 1983, seu quinto ano à frente da equipe da Universidade de Miami, Howard trouxe o primeiro título nacional para Miami. Em uma vitória épica na última partida contra a Universidade de Nebraska, faltando 48 segundos para o fim da partida, o Miami vencia por 31-30 e o Nebraska havia acabado de marcar um TD, o extra point era suficiente para dar o título ao Nebraska, mas o treinador resolveu tentar a conversão de dois pontos, que foi defendido por Kenny Calhoun, defensor de Miami. Era o primeiro título nacional da história do Miami Hurricanes!


Era Jimmy Johnson (1984-1988)


Foto: Steve Mitchell, US Presswire

O treinador já chegou querendo mudar a defesa dos Hurricanes, implantando uma defesa 4-3, mas não conseguiu. Em sua primeira temporada no time, levou a maior virada da história da NCAA, venciam por 31-0 Maryland até o intervalo do jogo, que terminou em 40-42. Para a temporada seguinte, depois de terminar com três derrotas seguidas, Johnson conseguiu finalmente implantar seu sistema de defesa 4-3. A temporada de 1985 começaram arrasadores e chegaram no último jogo da temporada com a mão na taça, mas uma derrota por 37-5 para o Tennessee acabou com o sonho do segundo título de Miami.


O Primeiro troféu Heisman


Na temporada de 1986, o time de Miami teve uma temporada perfeita com o recorde 11-0. O QB dos Hurricanes, Júnior Vinny Testaverde estava on fire e com uma temporada dominante, foi eleito como o melhor jogador da temporada com a quinta maior margem da votação. Mas nem o desempenho fantástico de Testaverde foi suficiente para levarem o título nacional para Miami.


Foto: jakontur.com

O Segundo título Nacional


Para a temporada de 1987, um novo quarterback, Steve Walsh. E não é que o substituto do vencedor do prêmio Heisman deu certo?! Com Walsh liderando o ataque dos Hurricanes, o segundo título nacional foi conquistado de forma invicta. No ano de 1988, em busca da conquista do título nacional de forma consecutiva foi por água a baixo com a derrota para Notre Drame, que foi o campeão nacional de 1988. Depois dessa temporada, Jimmy Johnson deixou o programa de Miami para assumir como Head Coach do Dallas Cowboys da NFL. Johnson deixou seu legado em Miami com um recorde de 52-9 e um título nacional.


Era Dennis Erickson - O terceiro e quarto títulos nacionais (1989-1994)


Contra a vontade da maioria dos torcedores, estudantes, jogadores, polícia e bombeiros do Miami Hurricanes, o diretor atlético do programa de Miami contratou o até então treinador do estado de Washington Dennis Erickson para o cargo de treinador. É, parece que o diretor estava certo. Com Dennis Erickson, o Miami Hurricanes venceu logo na sua temporada de estreia o campeonato nacional em 1989. Craig Erickson (não era filho do treinador) foi o quarterback que comandou os furacões na campanha do tri campeonato. Na temporada seguinte, em 1990, o time de Miami começou como grande favorito ao título, mas a única conquista que conseguiram foi a de uma regra com seu nome, a “Regra de Miami”, por serem severamente punidos depois de comemorações que passaram da conta, como quando Randa Hill marcou um touchdown e continuou correndo até os vestiários e fingiu atirar com pistolas imaginárias. Além de ser duramente criticado pela imprensa especializada, a NCAA criou uma regra em que pune em 15 jardas quem se envolver em celebração excessiva ou provocação flagrante.


Depois de toda essa polêmica, chegou à temporada de 1991. Com um QB novo, Gino Torretta, terminaram a temporada com o recorde 12-0, conquistando então seu quarto campeonato nacional e de forma invicta! Erickson (o treinador) foi considerado o melhor da temporada na Pesquisa Associated Press.


Segundo Prêmio Heisman


Em 1992, a temporada não poderia ter começado melhor. Os Hurricanes fizeram 11-0 na temporada, eram superfavoritos para levar o bi campeonato, mas um tal de Alabama frustrou o sonho dos torcedores de Miami e derrotaram os Hurricanes por 34-13 no Sugar Bowl. A derrota acabou com uma invencibilidade de 29 jogos que Miami sustentava. Gino Torretta, quarterback do time de Miami teve uma excelente temporada. Apesar da derrota no Sugar Bowl (sua única na carreira universitária), seu desempenho explosivo, com inclusive vários recordes universitários, lhe renderam o prêmio Heisman, a principal honraria do futebol universitário. Ele lançou 19 passes para touchdown e 3.060 jardas.


Foto: Associated Press

Na temporada seguinte, em 1993, começou um declínio do time que até então era a sensação da NCAA. Perderam 3 jogos na mesma temporada, algo que não acontecia desde 1984, não conseguiu vencer a Big East pela primeira vez desde que entrou e sofreu sua pior derrota da história. Foram eliminados no Fiesta Bowl pelo Arizona. Já em 1994, Miami começou a temporada vencendo a Georgia Southern, sendo essa vitória a 58ª em casa, estabelecendo um recorde na NCAA. Mas essa sequência foi quebrada duas semanas depois no Orange Bowl, com a derrota para Washington por 38-20. Depois dessa temporada, Erickson deixou o Miami Hurricanes para ser o Head Coach do Seatle Seahawks da NFL. Seu legado foi um recorde de 63-9 em seis temporadas, a maior porcentagem de vitórias (0,875) e dois títulos nacionais.


Era Butch Davis (1995-2000)


Davis, que já foi assistente defensivo dos Hurricanes, esta atuando como coordenador defensivo dos Dallas Cowboys. A temporada de 1995 foi 8-3, mas foram impedidos de jogarem a pós-temporada devido ao escândalo sobre fraudes em Pell Grants. Um Pell Grant é um subsídio que o governo federal dos EUA fornece para estudantes que precisam dele para pagar a faculdade. As Bolsas Federais Pell estão limitadas a estudantes com necessidades financeiras, que não obtiveram seu primeiro bacharelado, ou que estão matriculados em determinados programas pós-bacharelado, por meio de instituições participantes.


O pior ano da história de Miami (1997)


Com bolsas de estudo suspensas, jogadores importantes afastados e todos os holofotes voltados para as fraudes descobertas no departamento atlético de Miami, inclusive com alguns jornalistas especializados sugerindo o fim do programa de futebol americano de Miami, os resultados em campo foram inevitavelmente terríveis, em 1996 terminaram a temporada com 9-3 e 1997, o pior ano da história do Miami Hurricanes. Com a temporada 5-6, os Hurricanes registraram sua primeira temporada negativa desde 1979, quando Miami apenas engatinhava na NCAA. Miami sofreu também uma das derrotas mais humilhantes da sua história, uma goleada de 47-0 nas mãos de um dos seus maiores rivais, Flórida State.


Em 1998, os Hurricanes voltaram a se reafirmar. Terminaram a temporada 9-3, com jogos emocionantes e mostrando o porquê do nome Hurricanes. Na temporada seguinte, a expectativa era grande, e aumentou com o bom começo com a vitória sobre o Ohio State, na casa do adversário. Mas três derrotas seguidas acabaram com as esperanças de retomada do time de Miami. Em 2000 e 2001 não foi diferente, o time de Miami não conseguiu empolgar, levando ao fim a era Butch Davis, que se tornou treinador do ClevelandBrowns na NFL.


Foto: AP Photo / Gerry Broome

Era Larry Coker (2001-2006)


O melhor ano da história (2001)


O coordenador ofensivo Larry Coker foi promovido como Head Coach do Miami Hurricanes em 2001. E logo em sua temporada de estreia, que estreia. Coker elevou o brio que Miami havia perdido nos anos anteriores e fez uma temporada espetacular, com vitórias acachapantes e cravando recordes de margens de vitórias sobre adversários classificados, o Miami arrasou os adversários como um verdadeiro furacão. Não deu outra, de forma invicta, o Miami Hurricanes levou o título nacional pela quinta vez e com o desempenho mais avassalador de todos! Seis jogadores de Miami ganharam o status de All-American. O time de 2001 do Miami Hurricanes é considerado por muitos especialistas e historiadores como o maior time de futebol universitário da história!


Na temporada 2002, com todos querendo ver o Miami em campo com seu ataque avassalador liderado pelo QB Ken Dorsey, tendo como coadjuvantes de luxo o RB Willis McGahee e uma defesa que impunha respeito, os Hurricanes não decepcionaram. Terminaram a temporada regular invictos! Na final contra Ohio State, uma verdadeira guerra que teve duas prorrogações. No final da primeira prorrogação, os Hurricanes chegaram a comemorar o título após um passe incompleto do time adversário dar fim às chances de Ohio. Mas, em uma chamada controvérsia da arbitragem, marcando uma interferência de passe, o Ohio teve outra chance, empatando o jogo e levando para a segunda prorrogação, que teve a vitória do Ohio State. Um tremendo balde de água fria para um time que merecia muito o título daquele ano.


Comemoração do “quase título de 2002” com a chamada da arbitragem que deu a chance da remontada de Ohio / CBS reprodução

Em 2003, Miami teve dificuldades ofensivas que o impediram de disputar o título nacional, terminando a temporada em 11-2. Em 2004 não foi diferente, com 3 derrotas na conferência, os Hurricanes não disputaram o título, apesar de vencerem os rivais da Flórida no Peach Bowl. Em 2005, estreia o quarterback Kyle Wright. Mas o novo QB não foi suficiente para dar vida necessária ao ataque para disputar o campeonato nacional. Em 2006, a temporada foi de 7-6, e o destaque da temporada foi uma briga em campo contra o time da FIU, a morte do jogador Bryan Pata baleado e uma sequência de quatro derrotas seguidas no fim da temporada. Assim foi o fim melancólico da era Larry Coker, que havia começado da melhor maneira possível, com um time arrasador dentro de campo.


Era Randy Shannon (2007-2010)


Shannon foi o primeiro treinador afro-americano da história do Miami Hurricanes, antes era coordenador defensivo da equipe. Shannon foi também linebacker titular dos Hurricanes no título nacional de 1987. E sua estreia não foi das melhores, o time de Miami terminou a temporada 5-7, uma das piores da história da Universidade. Para 2008, o time de Miami fez um excelente recrutamento de novos atletas. A temporada terminou 7-6, bem discreta mas não terrível como a anterior. A temporada ficou marcada pelas polêmicas envolvendo a demissão de seu coordenador ofensivo, a saída do seu coordenador defensivo e a inesperada saída do QB Robert Marve.


Em 2009, Miami começou desacreditado. Canais esportivos previam um começo muito ruim para os Hurricanes, já que enfrentariam equipes muito fortes logo nos primeiros jogos. Mas, para surpresa geral, os Hurricanes começaram muito bem o ano, o que levou todos os holofotes novamente para Miami. Mas não foram muito além disso, com a temporada 9-3, perderam o Champs Sport Bowl para Wiscosins Badgers.


A temporada seguinte foi a derradeira para Randy Shannon, mesmo assinando um contrato de extensão e tendo aumento do seu salário depois de um 2009 promissor, a temporada 2010 foi muito aquém do que poderia ser. Com o desempenho 7-6, incluindo derrotas para os rivais Florida State e Virginia Tech, o Miami Hurricanes demitiu o treinador, levando ao fim da era Randy Shanon.


Foto: Doug Benc/Getty Images

Era Al Golden (2010-2015)


Al Golden, um técnico em ascensão, chegou nos Hurricanes para dar ares novos e quem sabe, títulos novos. Na sua temporada de estreia, em 2011, conseguiu apenas 6-6. A terceira vez na história do programa de futebol que não conseguiram registrar um ano positivo. Em 2012, uma leve melhora, registraram apenas um recorde de 7-5. Em 2013 evoluíram. Começaram muito bem a temporada vencendo os seus sete primeiros jogos, mas chegando ao final da temporada tiveram três derrotas seguidas, fazendo com que caíssem no ranking deixando de disputar o título nacional. Vencendo os dois últimos jogos, terminaram com o recorde de 9-3.


A pior derrota da história do Miami Hurricanes


Na temporada seguinte começaram perdendo. Em 2014 a equipe não foi nada empolgante, ficando com o recorde de 6-7, perdendo inclusive o Independence Bowl, para Carolina do Sul por 24-21. Em 2015 os torcedores começaram a perder a paciência com Al Golden pelos motivos óbvios. O time não tinha consistência e quando parecia que iria engrenar, leva duas ou três derrotas consecutivas. Golden não chegou a terminar a temporada, depois de perder por 58-0 para Clemson (a pior derrota da história de Miami) o diretor atlético da universidade anunciou a demissão do treinador. Os Hurricanes terminaram a temporada com 8-5.


Era Mark Richt (2016-2018)


Após passar 15 anos na Geórgia, Mark Richt foi contratado pelo Miami Hurricanes. Sua contratação foi recebida com muita festa e esperança pelos torcedores de Miami, pois Richt teve muito sucesso em sua passagem pela Universidade da Geórgia, incluindo dois campeonatos nacionais.


Sua chegada já causou impacto e na primeira temporada, em 2016, os Hurricanes tiveram a temporada 9-4. Depois de 10 anos, os Hurricanes conseguiram conquistar mais uma taça. Venceram o West Virginia por 31-14 e levaram o Russel Athletic Bowl. A temporada de 2017 começou com vitória, que se seguiram até o final da temporada, quando perdeu para o time de Pittsburgh por 24-14. Perderam também a final da ACC para Clemson por 38-3. No Orange Bowl, perderam para Wiscosin por 34-24, terminando a temporada 10-3. Em 2018, o time de Miami foi bem apático e terminou a temporada com o recorde de 7-6. Mark Richt anunciou em 30 de dezembro de 2018 sua aposentadoria como treinador.


Rich Barnes-USA TODAY Sports

Era Manny Diaz (2019-presente)


Logo após a aposentadoria de Richt, Miami contratou Manny Diaz como seu novo treinador. Manny foi coordenador defensivo do Miami nas últimas 3 temporadas, e 17 dias antes de ser anunciado como Head Coach de Miami, havia aceitado ser HC de Temple.


A primeira temporada de Manny Diaz não foi das melhores, terminaram com o recorde de 6-7. Terminaram em terceiro na ACC e não foram para os playoffs. Jogaram o Independence Bowl contra o Louisiana Bulldogs e acabaram perdendo pelo placar de 14-0.


Apesar da grande melhora e ter terminado a temporada com o recorde 8-3, o time de Miami não encantou novamente, como nos velhos tempos.


Rivais do Miami Hurricanes


Florida State


Estima-se que a rivalidade com o Florida State começou em 1951, quando os Hurricanes derrotaram os Seminoles por 35-13 em seu primeiro jogo. As escolas jogam todos os anos desde 1966, com Miami mantendo a vantagem histórica, embora apertada, de 33-30. Após o término de seus horários da temporada regular de 2003, as equipes representaram suas respectivas conferências no FedEx OrangeBowl de 2004 (Miami sendo os campeões do Big East, e Florida State sendo os campeões da ACC). Miami venceu o jogo valendo o caneco por 16-14. Essa foi a única vez que as escolas se encontraram no jogo de futebol pós-temporada.


Durante as décadas de 1980 e 1990, a série surgiu como uma das principais rivalidades no futebol universitário. Entre 1983 e 2002, os Hurricanes e os Seminoles combinaram para ganhar 7 campeonatos nacionais e jogar em 14 jogos de taça com um campeonato nacional em jogo. O jogo de 1988 protagonizou 57 futuros profissionais da NFL nas listas combinadas. Desde 2004, ano em que Miami deixou a Conferência do Big East para participar da expansão da ACC com 12 membros, as universidades têm sido rivais de conferência, embora sejam colocadas em divisões separadas dentro da conferência. Esse alinhamento cria o potencial para que as duas equipes se encontrem pela segunda vez no ACC Championship Game, caso cada um vença suas respectivas divisões em qualquer temporada específica. Tal revanche ainda não aconteceu após 14 anos de ACC Championship Games, a partir de 2018.


A série tem consistentemente atraído audiências muito altas na televisão, com o jogo Miami-Florida State de 2006 sendo o jogo de futebol universitário mais assistido - temporada regular ou pós-temporada - na história da ESPN, e as reuniões de 2009 e 1994 sendo o segundo e quinto jogos mais assistidos da temporada regular, respectivamente.


O Miami Hurricanes lidera a série de todos os tempos por 33 a 30. O encontro mais recente foi em 2018, em 6 de outubro, quando o Miami Hurricanes venceu por 28 a 27.


Florida Gators


Essa rivalidade é mais antiga. Os times da Flórida se enfrentam desde 1938, quando os Hurricanes derrotaram os Gators por 19-7, no primeiro “derby”. A rivalidade vale o troféu “Cano de Guerra Seminole”. O Troféu Canoa de Guerra Seminole foi esculpido à mão por índios Seminole de uma árvore cipreste de 200 anos que foi atingida por um raio. Doado em nome de Hollywood, Flórida, em 1950, foi um prêmio dado ao vencedor de jogos de futebol entre as escolas. A canoa era para ser uma representação do espírito de luta dos Seminoles. O troféu deixou de ser passado da escola para a escola no início da década de 1970; ambas as escolas tiveram problemas para exibir o grande troféu de madeira. Desde 1987, o Troféu Canoa de Guerra Seminole foi colocado em exibição permanente no Hall da Fama dos Esportes da Universidade de Miami.


Os Hurricanes estão na frente no histórico de confrontos, 29-26. De 1986 a 2003, os Hurricanes venceram todos os 6 jogos que disputaram. Os Gators foram quebrar o tabu de 23 anos sem vencer os Hurricanes apenas 23 anos depois, em 2008, quando venceram por 26-3.


Virginia Tech


Os Hurricanes e os Hokies se encontraram pela primeira vez em 13 de novembro de 1953, em Miami. Miami e Virginia Tech se encontraram em dois jogos de Bowl, o Liberty Bowl de 1966 com vitória dos Hurricanes por 14-7 e o Peach Bowl de 1981 com vitória também dos Hurricanes por 20-10. Os fregueses de Virginia pediram CPF na nota?


As duas equipes jogam anualmente desde 1992, e a rivalidade se desenvolveu quando os Hokies se tornaram membros da Conferência do Big East em 1991. Quando a ACC se expandiu em 2004, tanto Miami quanto Virginia Tech tornaram-se membros da ACC. Ambas as equipes continuam a competir anualmente como parte da Divisão Costeira da ACC. Miami lidera o confronto em 22 a 15.


Recordes do Miami Hurricanes


USA TODAY Sports

  • Jardas passadas: Brad Kaaya – 9.968 jardas (2014-2015)

  • Touchdowns passados: Ken Dorsey – 71 TDs (1999-2002)

  • Jardas corridas: Duque Johnson – 3.519 jardas (2012-2014)

  • Touchdowns corridos: Stephen McGuire – 35 TDs (1989-1992)

  • Jardas recebidas: Santana Moss – 2.546 jardas (1997-1999)

  • Touchdowns recebidos: Michael Irvin – 26 TDs (1985-1987)

  • Interceptações: Ed Reed – 21 (1998-2000)

  • Tackles: Dan Morgan – 532 (1997-1999)

  • Sacks: Danny Stubbs – 39,5 (1984-1986)

  • Field goals feitos: Michael Badgley – 77 (2014-2017)





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