• Bernardo Bohm

Conheça Justin Jefferson, a nova estrela dos Vikings

A temporada de 2021 se aproxima, e com ela crescem as narrativas que tornam a Liga tão fascinante, como “Quem tomará o título dos Buccaneers? Quem serão os quarterbacks de Packers, Texans e Broncos? Justin Jefferson se tornará o novo Randy Moss?” Então, vamos com calma. Sobre Jefferson, não é para tanto. O jovem wide receiver selecionado em 2020 pelo Minnesota Vikings teve um primeiro ano fantástico na NFL, subindo a régua de desempenhos do ataque dos Vikes. Porém, com isso, também entrou no radar dos marcadores, tendo de mostrar seriedade e evolução para ter seguimento em grandes jogos e para alcançar seus objetivos com a franquia.


Ascensão em LSU


Justin Joshua Jefferson nasceu em 16 de junho de 1999, em St. Rose, Louisiana. Como praticante do esporte mais popular dos EUA, era conhecido por jogar tanto no ataque como na defesa. No entanto, passou a atuar apenas como wide receiver a partir de sua matrícula na Louisiana State University, a LSU. Jefferson foi um Tiger em seus três anos de College, de 2017 a 2019. Em sua primeira temporada pela LSU, jogou pouco. Contudo, tudo mudaria após aquela offseason.


Em 2018, Justin Jefferson foi o principal recebedor do time. Com 54 recepções, 875 jardas totais recebidas e seis touchdowns, obteve pelo menos o dobro que qualquer outro jogador do elenco em qualquer uma dessas estatísticas.


(Photo by Alika Jenner/Getty Images

No ano seguinte, a parceria com o quarterback Joe Burrow seria ainda mais produtiva. Contando também com o WR Ja’Marr Chase, o ataque de LSU foi avassalador. Os Tigers terminaram a temporada invictos, sendo campeões nacionais de futebol americano universitário com sobras. Justin Jefferson foi novamente fundamental para o sucesso da equipe, com 111 recepções, maior número do país, 18 touchdowns e 1540 jardas recebidas. Após seu terceiro ano no College, optou por se candidatar ao Draft 2020 da NFL.


Estreia quebrando recordes


Combinando bom atleticismo e grande capacidade de realização de rotas, Justin Jefferson foi selecionado na primeira rodada do evento, na 22ª escolha. Com a saída de Stefon Diggs para Buffalo, o Minnesota Vikings precisava de um novo parceiro para Adam Thielen no ataque, e viu a oportunidade em Jefferson. O jovem recebedor foi o quinto de sua posição a ser draftado, e garantiu dar o seu máximo com a nova franquia - parece que ele disse a verdade. Justin fez uma incrível temporada de estreia, sendo um dos dois únicos calouros selecionados para o Pro Bowl, acompanhado de Chase Young, Defensive End do Washington Football Team.


Atuando nos 16 jogos de 2020, foi o recebedor mais procurado por Kirk Cousins, com 88 recepções, 1400 jardas totais - estabelecendo o novo recorde para calouros -, e marcando 7 touchdowns. Com poucos drops e grande presença, finalizou a temporada entre os melhores wide receivers do ano, tudo isso com 21 anos. Apesar do sucesso do ataque, não houve equilíbrio com a fraca defesa da franquia, custando a ida aos playoffs.


O céu é o limite


Gary Kubiak (AP Photo/David Zalubowski)

Mas, e daqui para a frente? O que esperar de Justin Jefferson? O wide receiver já mostrou ser capaz de grandes coisas. Se em apenas um ano na NFL o camisa 18 já conquistou a torcida e a mídia americana, quem dirá quais serão os seus limites? Quanto ao corpo técnico, será um trabalho de continuidade. Mesmo com a saída do histórico head coach Gary Kubiak do cargo de coordenador ofensivo, seu filho Klint Kubiak assumiu o posto. Envolvendo Jefferson, a mudança maior diz respeito ao técnico de wide receivers Keenan McCardell, recém-chegado do Jacksonville Jaguars. Entretanto, a base do elenco se manteve. Com o QB dos Vikings fazendo de 2020 a melhor temporada de sua carreira, a franquia deve se tornar uma ameaça ainda maior.


Assim, é certo dizer que o ex-jogador de LSU tem um grande futuro na Liga. Pelo que já apresentou e se souber crescer ainda mais ao lado de jogadores experientes como Kirk Cousins, Adam Thielen e Dalvin Cook, Justin Jefferson provavelmente terá seu nome gritado pelos narradores da NFL por muitos anos. Se pode tornar-se um jogador do patamar de Randy Moss ou Cris Carter, é pouco provável. Porém, o começo foi bom.

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