• Pedro Zaniol

Como o calouro Treylon Burks será utilizado pelo Titans

Em 2022, vimos uma das free agencys mais movimentadas na posição de wide receiver já documentada na NFL. Vários jogadores ganhando renovações com valores bem altos, com o recorde de contrato mais caro sendo batido duas vezes.


Uma das coisas mais interessantes que aconteceu, foi que três times, Kansas City Chiefs, Green Bay Packers, e Tennessee Titans adotaram uma estratégia bem parecida. As 3 franquias tinham 3 grandes wide receivers no último ano de contrato, Tyreek Hill, Devante Adams e A. J. Brown. Todos eles estavam pedindo uma renovação alta de contrato, a estratégia adotada pelas 3 equipes foi bem parecida, trocar esses jogadores por várias escolhas de draft para outros times que estavam dispostos a pagar o que esses atletas estavam pedindo. Foi assim que Hill foi para o Dolphins, Adams para o Raiders e Brown para o Eagles.


A estratégia para tentar suprir a ausência desses jogadores também foi parecida. Nenhuma dessas franquias tentou repor eles com outro jogador de nível parecido, todas elas preteriram uma reposição por quantidade, trazendo jogadores mais baratos na free agency e draftando atletas da posição.


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A explicação que pode ser usada para essa estratégia é que esses 3 times não queriam botar todos os seus ovos em apenas uma cesta. Ao pagar um contrato alto para seu wide receiver, você tem a certeza de que tem um grande nome na posição, pois eles já foram testados, e uma grande dupla de quarterback e wide receiver muitas vezes ajuda demais o ataque, o problema é que o dinheiro pode faltar para ajudar em outras posições, e uma lesão desse atleta pode comprometer muito o ataque.


O lado negativo é que se perde um grande jogador já provado na liga, e isso acaba trazendo um problema para a comissão técnica, que precisa utilizar jogadores menos experientes e de qualidade inferior para produzir a mesma quantidade de estatísticas que essa estrela que saiu produzia.


No time do Tennessee Titans, a tendência é que o estilo de jogo continue o mesmo. Ano passado, mesmo após perder Derrick Henry na semana 8, a equipe continuou correndo muito com a bola e terminou como a que mais tentou jogadas de corrida na temporada. Em 2022, a estratégia deve ser a mesma agora que Henry está saudável novamente.


Quem irá fazer a função de Brown é um jogador que chegou até antes dele ser trocado, Robert Woods, que veio de uma troca com o Los Angeles Rams, Woods a um ótimo wide receiver bloqueando, e vai se posicionar aberto, assim como Brown se posicionava.


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Já o novato Treylon Burks vai jogar seus snaps predominantemente no slot. Por ainda não ter uma técnica refinada para correr rotas, ele deve ser usado em rotas longas, mas na maioria das vezes, será usado em passes curtos, para ganhar jardas após a recepção. Burks é um jogador muito forte e explosivo, que consegue quebrar tackles, o Titans vai utilizá-lo bastante em passes screen, end arounds e rotas curtas como slants.


Nesse primeiro ano sem A. J. Brown, o ataque aéreo do Titans deve sofrer, apesar de Burks, Woods e Westbrook-Ikhine (recebedor que jogava em 2021 quando Brown e Julio Jones estava fora) trazerem versatilidade para esse ataque, nenhum deles está próximo do nível em que A. J. Brown estava.


A ideia da troca pelo lado do Titans foi manter um time competitivo a longo prazo, mantendo o teto salarial saudável e conseguindo investir em diversas posições de todo o elenco.


E para o torcedor do Titans, acha que a franquia acertou em não renovar o contrato com A. J. Brown e trocá-lo? Ou você gostaria de que ele tivesse ficado no time mesmo recebendo um contrato de 25 milhões de dólares na temporada? Responda para a gente nos comentários e nos conte também quais são as suas expectativas para a temporada do novato Treylon Burks.

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