• Pedro Zaniol

Como Kadarius Toney será utilizado no ataque do New York Giants

A terceira temporada em um time é muito importante para um quarterback em contrato de calouro. É após essa temporada que o time decide se vai propor a esse jogador um casamento, oferecendo um longo e recheado contrato, ou se vai dar mais uma chance pra ele no quarto ano e usar a opção do quinto ano (se for um jogador de primeira rodada), ou se vai abrir mão dele e buscar um novo comandante para o ataque do time no draft ou na free agency.



Daniel Jones está indo para a sua terceira temporada pelo New York Giants depois de ter sido selecionado com a 6ª escolha geral em 2019. O problema é que nem a torcida nem a comissão técnica e direção dos Giants parecem ter certeza de que Jones é a resposta para o futuro da franquia. Para garantir essa resposta o time investiu muito nessa offseason com armas para o seu quarterback. A leva de reforços na free agency incluio guard Zach Fulton para ajudar na proteção, e uma grande variedade de recebedores e corredores. O running back Devontae Booker para se juntar a Saquon Barkley, os recebedores John Ross e Kenny Golladay e o tight end Kyle Rudolph.


Não satisfeito com todas essas contratações, o time ainda usou a sua primeira escolha no draft para pegar o wide receiver de Florida Kadarius Toney. Mas com tantas armas em seu arsenal, como o técnico Joe Judge e o coordenador ofensivo Jason Garrett vão utilizar o novato?


Toney se destaca pela sua versatilidade e pela sua velocidade e agilidade. Na Universidade da Florida ele se posicionava em sua grande maioria das jogadas no slot, mas também foi usado aberto como recebedor e até saindo do backfield.


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Kadarius chega para ser o slot receiver titular dos Giants, a frente do veterano John Ross. Mas ele não vai ser utilizado apenas lá. Com a saída de Dion Lewis, running back que praticamente só jogava recebendo bolas, Toney será muito utilizado no seu lugar, como um recebedor vindo do backfield. Ele será usado principalmente em passes curtos que buscam muitas jardas após a recepção, como screens, end arounds, jet sweets e slants. O Giants precisava muito de um jogador assim, na temporada de 2020, o time foi o pior em jardas após a recepção, com apenas 3 jardas. Toney vem para dar esse dinamismo no ataque, pois é um jogador que não precisa desenvolver toda uma rota para fazer estrago, basta achar ele em rotas curtas com campo para percorrer que ele faz o resto.


Uma estatística que demonstra bem isso, é que Toney tocou na bola, entre recepções e corridas, 177 vezes em sua carreira universitária. E forçou 64 tackles perdidos, é um tackle perdido a cada 3 jogadas, um número espetacular. Daniel Jones tem esse ano para provar se é o quarterback do futuro dos Giants, e Toney vai ser uma importante peça nesse ataque, pois é um tipo de atleta que Jones não teve em seus primeiros 2 anos na franquia de Nova York.

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