• Anna Carolina

Buccaneers vence Texans com touchdown de Brady

Se você pensou que, só porque é pré-temporada que não veria Tom Brady em campo, você está enganado! Em sua vigésima segunda temporada, o GOAT entrou em campo e anotou um touchdown na vitória do Tampa Bay Buccaneers contra o Houston Texans, no último sábado (28/08).



Que o elenco do Houston Texans não é lá grande coisa para esta temporada, isso todos sabem, infelizmente. No entanto, contra um time misturado de titulares e reservas dos Bucs, o time do Texas não fez feio, mas não conseguiu evitar a derrota por 23x16.


Criador: Eric Christian Smith. Créditos: AP Photo.

O começo da partida foi bem lento, em especial para Tom Brady. Ele lançou dois passes incompletos na sua primeira campanha, posicionando os Bucs para um punt. Os Texans, porém, não conseguiram fazer grandes campanhas com Tyrod Taylor, então Brady e os Bucs voltaram para o campo. Desta vez, TB12 voltou melhor e conseguiu completar seus passes para Mike Evans e Antonio Brown, até o touchdown de 24 jardas para Chris Godwin. Com o extra point bloqueado, os Bucs ficaram na frente por 6-0.


Tyrod Taylor não conseguiu comandar o ataque para muito longe, apesar das boas corridas de David Johnson. Do outro lado, Tampa Bay não tomou conhecimento da defesa de Houston e conseguiu mais um touchdown, desta vez com Ronald Jones.


A partir de então, Tampa Bay passou a controlar o jogo – e permitir alguns sacks e interceptações bobas com Blaine Gabbert. A situação só começou a melhorar para os Texans quando Davis Mills entrou em campo. Utilizando Mark Ingram e Philip Lindsey, o QB calouro conseguiu fazer boas campanhas no final do 2° quarto. É certo que ele foi interceptado algumas vezes (três, para ser específica) e sacado outras inúmeras vezes, porém Mills passou uma impressão levemente melhor do que nas outras partidas da pré-temporada. O primeiro tempo terminou com a conversão do extra point pelos Bucs, deixando o jogo 16-2.


Os touchdowns de Houston vieram no segundo tempo: um com o calouro Nico Collins, outro com Jordan Veasy. Contudo, o jogo estava mais do que controlado por Tampa Bay, com direito a touchdown passado por Kyle Trask no final.


Criador: Eric Christian Smith. Créditos: AP Photo.

Os Bucs assim terminam sua pré-temporada com uma vitória e duas derrotas, enquanto os Texans fecham sem nenhuma vitória. Para o último campeão do Super Bowl, a offseason serviu para fazer alguns experimentos. Na entrevista pós-jogo, o head coach Bruce Arians falou que ficou desapontado com os primeiros drives, mas que saiu feliz com seu time, à medida que a temporada regular se aproxima.


“Estamos todos saudáveis”, disse Arians. “Gosto da velocidade que estamos imprimindo no jogo. Ainda temos alguns caras que estão se recuperando, mas creio que estamos no caminho certo”.

Destaques da partida


Por mais que seja pré-temporada e, logo, análises mais detalhadas não podem ser feitas – muito menos projeções altas -, é possível achar alguns destaques nesse jogo. Calouro escolhido na primeira rodada pelos Bucs, o linebacker Joe Tryon-Shoyinka não teve uma atuação de encher os olhos, mas mostrou tanto velocidade, quanto personalidade em campo. Vale lembrar que o LB perdeu as OTAs da equipe por conta de uma pequena cirurgia no joelho, porém se recuperou a tempo de participar do training camp e receber vários elogios de Bruce Arians. Algo bastante bem-vindo, em um grupo já fortíssimo com Shaquil Barrett, Jason Pierre-Paul e Anthony Nelson.


Dentre os titulares badalados, vale destacar a boa partida de Chris Godwin e Robert Jones. Godwin, por sinal, foi o melhor jogador de Tampa Bay: 84 jardas, 3 recepções, 1 touchdown e média de 28.0. Jones teve 4 tentativas, 27 jardas e 1 touchdown, com média de 6.8. Novo contratado pelo time, Giovani Bernard foi pouco utilizao na partida. O RB não teve uma carregada e completou um de três alvos. Isso, no entanto, não mudará o status dele durante a temporada regular. Arians e o coordenador ofensivo Bryon Leftwich já deixaram explícito o papel de Bernard no time: ele será mais usado em terceiras descidas e em recepções. Porém, ele pode ser utilizado de vez em quando em primeiras descidas. Isso poderá acontecer no jogo de estreia da temporada regular, contra o Dallas Cowboys.


Criador: Justin Rex. Créditos: AP Photo.

Pelo lado dos Texans, vale destacar a boa partida do corpo de running backs. Parece estranho falar isso, principalmente se levar em conta o quão envelhecido é este grupo. Apesar de Mark Ingram e David Johnson terem causado boas impressões, não podemos esquecer: são jogadores já na fase decrescente na carreira, com a tendência de descer ainda mais. É possível que sejam utilizados apenas para descidas envolvendo passes. A esperança de números de carregadas cai sobre Philip Lindsey – jogador que, se recuperar seu talento, pode ser um ponto positivo nesta terra bombardeada que é o ataque de Houston.


Outras peças valiosas no ataque são a dupla de calouros: Nico Collins e Brevin Jordan. Ambos não fizeram um bom jogo em números: Collins teve o touchdown, mas teve 2 recepções e 16 jardas, enquanto Jordan teve 1 recepção e 11 jardas. No entanto, os dois vêm recebendo constantes elogios no training camp. Collins pode se tornar um WR ótimo na redzone e em passes contestados, por conta da sua altura. Já a expectativa para Brevin Jordan é que ele forme uma dupla eficiente de TE com Jordan Atkins.


O outro destaque em Houston, porém negativo, é a defesa. Assim como o ataque, é uma terra arrasada onde a missão é peneirar o que tem de bom. Para piorar, os Texans trocar

am Shaq Lawson para o New York Jets: um dos poucos reforços sólidos para a linha defensiva (e que foi embora). Com pouquíssimo talento e a perda ainda sentida de J.J. Watt, a tendência é que seja uma das cinco piores defesas da NFL – de novo.


Davis Mills e Kyle Trask não podem entrar em campo em 2021


Reprodução: Pro Football Network.

O último draft foi surreal por ter cinco excelentes quarterbacks selecionados na primeira rodada. Toda essa glória, porém, nem sempre se aplica aos QBs das rodadas seguintes. Diferente de um Trevor Lawrence ou Mac Jones, esses calouros vão ter que provar que merecem estar, no mínimo, dentro do roster final. Porém, o que se viu até aqui não é muito empolgante, não.


Apesar de terem feito partidas positivas (em outras palavras: não foram um show de turnovers, sacks ou interceptações), Davis Mills e Kyle Trask não mudaram em nada o que se espera deles: ambos são incapazes de jogar em 2021. Mills teve 10 passes para 27 tentativas, 106 jardas, 2 touchdowns e 3 interceptações. Trask, por outro lado, teve seu primeiro touchdown como profissional, com 12 passes em 14 tentativas e 146 jardas. Além disso, ele não foi interceptado – um milagre, já que nos dois jogos anteriores da pré-temporada ele teve 2.


Isso só mostra o tamanho do abismo entre os cinco primeiros QBs calouros (Lawrence, Zach Wilson, Trey Lance, Justin Fields e Jones) e a “rabeira” do draft de 2021, composta pelos dois acima, Kellen Mond e Ian Book. Todos eles têm seus problemas com passes incompletos, precisão [Ian Book que o diga] e, principalmente, no processamento de jogo. Isso apareceu na partida de sábado tanto para Mills, quanto para Trask. Nenhum dos dois teve uma participação horrorosa, apesar das duas interceptações de Davis Mills, porém o que se viu no sábado não tem nada para se animar. O jogo parece rápido demais para ambos, e por mais que exista diferenças no ritmo de jogo da NFL e do college, é possível perceber os problemas. Basta comparar os tapes de Mills ou Trask com Trey Lance, por exemplo. Todos são calouros e tiveram seus obstáculos na pré-temporada, mas o processamento mental de Lance é diferente. Ainda que ele seja cru em alguns aspectos, dá para notar que a leitura das jogadas é feita de maneira esperada para um calouro de primeira rodada. Algo que nem Mills, nem Trask, possuem.


De todos os QBs “rabeira” do draft, o único que tem chances de entrar em campo é Davis Mills, no entanto será mais pelos fatores Tyrod Taylor se machucando [o que chocaria ninguém] e o caos que é o plantel do Houston Texans do que pelas suas habilidades. Ele faz o básico, uma comida sem qualquer tipo de tempero: nada que possa dar esperança ao torcedor. Já Kyle Trask está mais perto de brigar para não ser cortado do que ser o reserva imediato de Tom Brady. Nada de muito animador.

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