• Geovani Gross

Brasileiros na NFL: Rodrigo Blankenship

Rodrigo John Blankenship, nasceu em Marietta, no estado da Georgia, EUA. É filho de Ken e Izabella, essa última a responsável por dar a ele o gene da “bikuda zica”. Sim, ela é brasileira, de Recife. Seus avós maternos ainda residem no nordeste brasileiro, local que ele visita com certa frequência e inclusive, na infância, Rodrigo chegou a jogar na categoria de base do Náutico, time que ele diz torcer até hoje. Por esses motivos, o redator o considera brasileiro. Abaixo uma foto que o próprio Rodrigo prova sua brasileiridade:


Foto: Reprodução/Instagram

Rodrigo desde cedo gostava de chutar uma bola, como todo bom brasileiro, mas aos dez anos de idade começou a chutar, e muito bem por sinal, a bola oval. Já no highschool, como estudante do ensino médio, foi considerado o nono melhor kicker dos EUA após disputar o campeonato nacional.


Carreira Universitária


Em 2015, Rodrigo ingressou na Universidade da Geórgia. Logo no seu ano de calouro no College, conquistou a vaga de titular e se firmou no time dos Bulldogs. Mas foi na temporada de 2016 que ele se destacou, acertou 14-18 field goals e foi perfeito nos 26 pontos extras que tentou, sendo líder de sua equipe em pontuação e já foi indicado para a SEC ALL Freshman (time do ano da conferência).


No ano seguinte, na temporada 2017, graças ao seu rendimento em campo, Rodrigo recebeu uma bolsa de estudos atlética completa da Universidade da Geórgia. E fez jus à bolsa que recebeu, em outra temporada fantástica, acertou todas as 63 tentativas de pontos extras e 20-23 em field goals, sendo o líder no quesito na SEC. Outra grande melhora notada nessa temporada foram seus touchbacks, Rodrigo ajustou sua técnica em kickoffs e bateu o recorde da universidade da Georgia em touchbacks, foram 67 (o recorde anterior era de 51 touchbacks e era do ano de 1981).


Rodrigo Blankenship tenta um field goal no campeonato nacional contra alabama. CAITLYN TAM/COMUNICAÇÕES ESPORTIVAS DA GEÓRGIA

Na temporada 2018, Blankenship acertou 19-23 field goals e, mais uma vez, acertou todos os pontos extras tentados, nesse ano foram 65. Seu terceiro ano completo no College e não havia errado nenhum ponto extra, incrível! Nesse ano ele foi nomeado para a segunda equipe all-SEC.


Chegando em sua última temporada universitária, em 2019, Rodrigo não decepcionou. Foi perfeito mais uma vez nos pontos extras, acertando todos os pontos extras tentados, nessa temporada foram 46. Em toda sua carreira universitária, ele nunca errou um ponto extra, foram 200 consecutivos perfeitos, o homem é brabo! Em field goals, acertou 27-33, liderando a SEC em conversões e bateu o recorde de porcentagem de conversões da Universidade da Georgia em sua carreira universitária completa. No final da temporada, recebeu o prêmio Lou Groza (para a surpresa de zero pessoas) que é dado ao melhor kicker universitário da temporada.


Carreira Profissional


Depois de uma carreira universitária histórica, chegou a hora de Blankenship desfilar seu talento e desferir seus grandiosos chutes na maior liga de futebol americano do planeta, a NFL. Rodrigo foi contratado pelo IndianápolisColts após o Draft 2020, como agente livre.


Imagem: sportsillustrated.com

Logo na sua primeira temporada, já começou jogando e jogando muito bem. Na semana 11, chutou um field goal na prorrogação de 39 jardas contra o Green Bay Packers, e adivinha, deu a vitória ao seu time, os Colts. Ganhou o prêmio de jogador da semana 11 de times especiais da AFC. Terminou a temporada com 43 acertos de 45 tentativas de ponto extra (deve ter sido estranho pra ele, errou dois pontos extras, nunca havia errado) e fez 32 de 37 tentativas de field goal, sendo o mais longo de 53 jardas.


O kicker do Indianapolis Colts Rodrigo Blankenship comemora o field goal vencedor da partida na prorrogação, 22 de novembro de 2020. (Foto AP/Zach Bolinger)

Rodrigo teve uma excelente carreira universitária e um ótimo começo de carreira profissional. Tem talento de sobra e um canhão na perna. Muita expectativa foi gerada na sua entrada na NFL e ele não se abalou, correspondeu à altura em sua primeira temporada e tem tudo para ter uma carreira sólida na liga. Torcida no sul da América não faltará, não apenas de Recife, mas de todo o país tupiniquim que ama torcer por seus conterrâneos. Esse é o começo de uma linda caminhada.

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