• Anna Carolina

Bills renovam com Stefon Diggs e aproveitam a baixa da inflação entre WRs

Abril é o mês oficial do draft no calendário da NFL, mas isso não quer dizer que o mercado está parado. Pelo contrário: são nesses momentos de “baixa” que alguns times acertam com novos jogadores ou reestruturam contratos. É o caso do Buffalo Bills, que na última quarta-feira [06/04] renovou com Stefon Diggs por mais 4 anos e 104 milhões de dólares. A informação foi dada pelo jornalista da ESPN americana, Adam Schefter.



Segundo Schefter, o novo contrato de Diggs terá, dos 104 milhões totais, $70 milhões estão garantidos. Dessa quantia, $21,5 milhões são de signing bonus: ou seja, este dinheiro será parcelado em função dos anos de contrato. Sobram então $48,5 milhões que, apesar de todos os detalhes do novo acordo não terem sido divulgados à imprensa ainda, provavelmente entrará no roster bonus [o dinheiro recebido pelo jogador por estar dentro do elenco em uma data definida, geralmente em março]. Um bom e recente exemplo de como o roster bonus funciona foi a troca de Matt Ryan para o Indianapolis Colts: se ele fosse trocado depois do dia 21/03 (o dia da troca), os Falcons teriam que lhe pagar mais 7 milhões de dólares por ele estar no elenco, além dos $40 milhões já presos na folha salarial do time.



À primeira vista, os valores do contrato passam a impressão de que foi um ato arriscado. Afinal, são 70 milhões de dólares para um wide receiver de 28 anos – uma idade já na caminhada avançada na posição. No final do contrato, Stefon Diggs terá 34 anos, mas mesmo que ele não estiver no elenco mais, Buffalo poderá corta-lo sem grandes impactos além de aproximados $5 milhões de roster bonus por ano. Caso queiram se livrar de Diggs em algum momento no futuro, os Bills provavelmente não terão muitas dores de cabeça – e financeiras – para fazer isso.


Contudo, o maior valor não está no futuro, mas sim no presente, em especial se levarmos em conta o momento atual dos Bills e de toda a NFL.


Em momento de maré alta, os Bills esperaram a onda abaixar


Quando terminar o período de free agency na pré-temporada, um dos destaques certamente será a inflação alta no mercado de wide receivers. Mais inflacionada do que o cruzado no final dos anos 80, tivemos contratos astronômicos na posição – as trocas de Tyreek Hill e Davante Adams para Dolphins e Raiders, respectivamente, são grandes exemplos. Este mercado terá um novo pico e em breve, pois ainda faltam nomes como A.J. Brown (Titans) e Deebo Samuel (49ers) para renovar seus contratos, e outros como D.K. Metcalf (Seahawks) e Terry MacLaurin (Commanders), que poderão até sair de seus atuais times, caso não consigam bons acordos. Todos esses últimos jogadores citados devem receber quantias altas, o que faz a renovação de Stefon Diggs valer ainda mais para o Buffalo Bills.


Ethan Miller/Getty Images

Para exemplo de comparação, o contrato de Tyreek Hill com os Dolphins é de $120 milhões por quatro anos, cujo $72 milhões deles são garantidos. Os valores são parecidos, porém levando em consideração que Diggs é um jogador que depende menos do físico e é mais versátil que Hill, o contrato dele saiu bem mais em conta para os Bills.


Buffalo mantem suas forças e vem com força máxima para 2022



A resposta do quarterback dos Bills no anúncio da renovação já diz tudo: teremos mais algum tempo de Josh Allen e Stefon Diggs juntos. Em uma AFC repleta de talentos e onde a briga pela pós-temporada promete, manter seus pontos fortes é essencial para se manter vivo. Um ataque com Allen e Diggs é sempre garantia de dor de cabeça aos adversários e os Bills sabem bem disso, como ao mesmo tempo se mantem como um dos favoritos ao Super Bowl deste ano.


Depois de voar baixo em seu primeiro ano na franquia, Stefon Diggs teve um 2021 mais discreto, porém ainda muito forte. Nos dois anos juntos, o WR teve ao total 230 recepções para 2760 jardas e 18 touchdowns. Além disso, ele foi eleito ao Pro Bowl nas duas últimas temporadas.

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