• Pedro Zaniol

Bengals protegem Burrow e reforçam bem a linha ofensiva na free agency

O Cincinnati Bengals de 2021 foi uma das maiores surpresas da história da NFL. Um time que escolheu duas vezes no top 5 do draft em 2020 (1ª escolha) e 2021 (5ª escolha), acabou chegando no Super Bowl e quase venceu o jogo, sofreu a virada faltando 1:25 para o jogo acabar. Essa história de cinderela só foi possível por conta de vários motivos, mas o principal deles tem nome e sobrenome: Joe Burrow.


Ao escolher o quarterback de LSU com a primeira escolha geral de 2020, os rumos da franquia mudaram completamente. Sua qualidade técnica, intelectual e sua liderança eram o que um time extremamente jovem precisava para atingir o seu máximo potencial. Joe é um cara tão diferente, que em pouquíssimo tempo as pessoas em volta dele no Bengals viram que ele era um jogador especial. A franquia, ao perceber que tinha ganhado na loteria, viu que não poderia fazer as mesmas coisas que faziam no passado, esperando resultados diferentes. O Head Coach Zac Taylor mudou o estilo de jogo do time, para acomodar as melhores qualidades do seu QB, e o dono Mike Brown, conhecido por gastar pouco dinheiro com contratações na free agency, resolveu investir pesado no time.


As mudanças na maneira de gerir a franquia deram muito certo, e o time venceu seu primeiro jogo de pós-temporada desde 1990 e mais do que isso, foi ao terceiro Super Bowl da história do Bengals, o que não acontecia desde 1988. Porém, mesmo com o time chegando na grande final, existia uma grande fraqueza no elenco, e isso ficou bem claro, a linha ofensiva.


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A linha ofensiva do Bengals em 2020 já havia sido o grande problema do time, Burrow sofreu muito com sacks e teve a sua temporada encurtada a só 10 jogos pois rompeu o ligamento do joelho. Para 2021, o time trouxe o tackle Riley Reiff na free agency, e draftou os tackles Jackson Carman e D’Ante Smith e o Center Trey Hill. Embora tenha melhorado um pouco, a linha ofensiva ainda era muito abaixo do resto do elenco, e quanto mais a concorrência foi afunilando nos playoffs, isso foi ficando cada vez mais claro. Foram 19 sacks nos playoffs, 2 no wild card contra o Raiders, 9 (empatando o recorde de mais sacks sofridos em um jogo de playoffs) contra o Titans no Divisional, 1 contra o Chiefs na final da AFC e 7 (empatando o recorde de sacks sofridos em um Super Bowl) na grande final contra o Rams.


O sentimento que ficou para 2022 é de que o time ficou à uma linha ofensiva boa de ser campeão pela primeira vez na história da franquia. Pois bem, o Cincinnati Bengals não vai mais cometer esse erro. Mantendo a pegada de gastar mais dinheiro que em temporadas anteriores, o Bengals trouxe 3 (até agora) boas contratações para a sua linha ofensiva, investiu bastante no miolo dela, onde estava a sua maior fraqueza. A primeira contratação foi a do Guard Alex Cappa, que protegeu Tom Brady muito bem nas duas últimas temporadas, por 4 anos e 35 milhões. A segunda contratação foi a do Guard/Center Ted Karras, que estava no Patriots e também protegeu Brady de 2016 a 2019, por 3 anos e 18 milhões. A última contratação de que se tem notícia é a do right tackle La’el Collins, do Dallas Cowboys, por 3 anos e 30 milhões.


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A contratação de Collins ainda criou uma situação inusitada. Fred Johnson, que já fazia parte do elenco e tinha o contrato terminando, recebeu uma proposta de um ano para continuar no time, e ele aceitou. Porém, com a chegada do jogador do Cowboys, Johnson, um reserva em anos anteriores, não era mais necessário. Com isso, poucas horas depois de renovar com o jogador, o Bengals o cortou. Mas o que parecia ser uma notícia triste para o jogador, acabou tendo um final feliz, o Tampa Bay Buccaneers assinou com um jogador um contrato de um ano, fazendo ele mudar de um candidato ao título para outro em questão de horas.


As notícias até aqui para a torcida do Bengals são muito boas, e podem ficar ainda melhores, o time ainda tem alguns dias de free agency para tentar achar outro bom jogador no mercado, e em um mês o draft, com suas 8 escolhas, provavelmente vai selecionar mais jogadores para reforçar ainda mais a linha ofensiva, e não correr o risco de ter o seu melhor jogador desprotegido por mais uma temporada. E aí torcedor, gostou das movimentações do Bengals até aqui no mercado? Quem você ainda gostaria de ver no time? Pode ser um agente livre ou prospecto do draft. Responda para a gente nos comentários abaixo.

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