• Gabriel de Campos

Ben Roethlisberger: “Somos um grupo que não entrará em pânico”

O Pittsburgh Steelers começou a temporada de uma maneira que nem todos esperavam. Um ataque com pouca variedade de jogadas, Ben Roethlisberger forçado a passar muitas vezes a bola e a maldição dos drops que consterna os recebedores da equipe desde a última temporada. Em três jogos, Big Ben já tentou 170 passes, isso é mais de 27% das tentativas da temporada passada inteira - lembrando que ele possui 39 anos e ainda está se recuperando de uma tensão no peitoral. Além disso, o quarterback já sofreu 4 interceptações e 10 sacks. A situação tende a não ser boa.



Mesmo com os problemas, Ben Roethlisberger acredita que isso não passa de uma má fase e que tudo poderá ser corrigido. Ele acredita muito em seus companheiros.


O futebol americano é um esporte muito coletivo” disse Big Ben à jornalista Teresa Varley. “Nós podemos sentar e analisar nossa performance e veremos que somos tão bons quanto na temporada passada. Há algumas jogadas aqui, outras ali. Faltas. Lançamentos errados. Recepções perdidas. Seja o que for isso nos machuca”.

Roethlisberger continuou:


Eu acho que não é nada escandaloso. É somente alguma coisinha aqui, outra coisinha ali, e acho que é por isso que podemos ser encorajados para saber que nosso ataque não é ruim. Somos um grupo muito próximo, acredito eu. Somos uma equipe que tem que acreditar uns nos outros, isso eu acho que fazemos. E somos um grupo que não entrará em pânico”.

Ben Roethlisberger também disse que ele e seus companheiros precisam assumir a culpa da campanha negativa e que isso não é responsabilidade apenas de Mike Tomlin e da comissão técnica.



A confiança de Ben Roethlisberger em seus companheiros é importante para mantê-los estáveis. Uma declaração com reclamações e críticas criaria um clima terrível no vestiário e a relação entre eles iria ser cada vez pior. Big Ben está beirando a aposentadoria, porém sua liderança ainda é fundamental.


Um dos principais sinais dos problemas desse ataque é Najee Harris. A escolha de primeira rodada, vindo de Alabama, trouxe em sua chegada um ar de mudança, de um ataque que iria desfrutar de corridas e dar o benefício da dúvida para a defesa com play actions. No entanto, o running back não tem espaço para efetuar suas corridas, a linha ofensiva não consegue evitar que ele seja atingido já na linha de scrimmage. Um jogador jovem, forçado a quebrar pelo menos 2 tackles por carregada tendo como retorno um ganho insignificante de jardas, corre um grande risco de se lesionar. O trabalho nas trincheiras precisa ser mais eficiente, ao longo prazo isso pode custar caro para Pittsburgh.



A campanha dos Steelers não é boa, a equipe é a última colocada da AFC North, com uma vitória e três derrotas. Com uma média de apenas 2 touchdowns por jogo, os Steelers já podem se colocar em estado de alerta. Sejamos justos, a defesa melhorou contra os Packers, a boa atuação do pass rush rendeu 3 sacks e um fumble. A próxima partida é contra o Denver Broncos, uma vitória levantaria o astral da equipe e provavelmente os colocaria nos eixos. Já uma derrota, deixa o time em uma situação bastante delicada para enfrentar o restante da temporada.

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