• Vinicius Kafka

Bastidores do Draft – Detroit Lions

Uma das grandes necessidades do Draft do Detroit Lions era no corpo de recebedores, afinal a franquia perdeu nomes importantes na posição de wide receiver, como Kendrick Bourne que assinou com o New York Giants e Marvin Jones que foi para o Jacksonville Jaguars. Pensando nas perdas, era quase certo que a franquia iria selecionar um recebedor no Draft, contudo a franquia acabou demorando para fazer o movimento dado como certo. E a demora não foi só questionada pelos fãs, mas também pela dona do Detroit Lions, Sheila Ford Hamp. Em vídeo divulgado pela franquia na semana passada, mostra o diálogo em que a dona da equipe questiona o General Manager, Brad Holmes, pela demora.


Crédito: Jose Juarez/AP

“O que faremos se não tirarmos um recebedor do rascunho?” Ford Hamp perguntou a Holmes.

“Bem, ainda vamos olhar para todos esses recebedores”, respondeu Holmes. “Você sabe, ainda temos o garoto USC e todos aqueles garotos, então ainda estaremos em posição de conseguir um por causa da profundidade nessa posição. Realmente, McNeill é o único verdadeiro Nose Tackle. ”

A expectativa pela seleção de um recebedor era que acontecesse ainda na primeira rodada, contudo Penei Sewell acabou caindo no colo da franquia, um talento que não podia ser passado. Já no segundo dia escolheram dois jogadores de linha defensiva, afinal a franquia teve problemas no setor no último ano e claro que depois de selecionar Levi Onwuzurike de Washington, na segunda rodada, a expectativa de que viria um recebedor na terceira foi ainda maior. E como Brad Holmes disse, Alim McNeil era um legítimo Nose Tackle, uma peça fundamental para uma defesa que teve problemas no jogo terrestre.


(Jeff Lewis/Rams)

O lado positivo ficou por conta da equipe demonstrar que queria Amon-Ra St Brown, desde cedo, a franquia sabia quem queriam e sabiam onde poderiam ter, não fizeram loucuras e esperaram até a escolha 112, para selecioná-lo. Enquanto isso, a franquia garante uma proteção para Jared Goff e dois bons nomes para uma linha defensiva que foi deficitária.


Vale lembrar que Sheila Ford assumiu a franquia em, 2020, no lugar de sua mãe e uma das suas primeiras ações à frente da equipe foi demitir Matt Patricia e Bob Quinn. E claro responsável pela ida de Brad Holmes para o cargo de General Manager. Muito pode ser questionado quanto aos Lions, mas hoje a franquia mostra saber o que está fazendo e tem um planejamento a ser seguido. Holmes neste momento tem feito um trabalho interessante, ao menos no papel, mas só em campo poderemos ver se acertaram ou erraram. Mas sem dúvidas a equipe pode crescer nos próximos anos.

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