• Lucas Rocha

As piores decisões da história para salvar o salary cap

Um dos mecanismos mais desafiadores da NFL é manter a equipe dentro do salary cap. A folha salarial é uma maneira de evitar que os times criem um monopólio de talento e as equipes tenham que decidir quem fica e quem sai do elenco. É comum, então, muitos times cortarem jogadores mais velhos ou que não estão rendendo, para tentar se colocar dentro do limite salarial. Mas nem sempre essa manobra dá certo. Listamos aqui alguns cortes de jogadores que fizeram as equipes se arrependerem depois.



Ndamukong Suh, Miami Dolphins


Mitchell Leff/Getty Images

Suh era um dos jogadores mais dominantes da liga, recebendo um contrato de 6 anos e $114 milhões de dólares em 2015 quando ainda estava no Dolphins. Porém, seu rendimento caiu bruscamente e a equipe precisava se colocar dentro do cap novamente, cortando o jogador ainda em 2018. Desde então foram duas idas ao Super Bowl (Rams e Buccaneers), vencendo um título.


Charles Woodson, Green Bay Packers


Charles Woodson, Green Bay Packers

Os problemas de secundária do Packers não vem de hoje. O jogador, que começou como cornerback e trocou para safety, foi cortado pelo Packers em 2013, salvando quase $9 milhões de dólares na folha salarial da equipe naquele ano. O grande problema, porém, foi que os três anos que seguiram foram um dos piores para a defesa do Packers, sendo responsáveis por 3 eliminações seguidas nos playoffs com atuações desastrosas da defesa, em especial da secundária. Já Woodson jogou mais três anos no Raiders, foi eleito para o Pro Bowl aos 39 anos de idade e se encaminhou para o Hall da Fama da NFL.


Keenan McCardell, Jacksonville Jaguars


Eliot J. Schechter/Getty Images

O Jaguars estava com problemas de cap em 2002 e decidiu por cortar o veterano WR McCardell, na época com 32 anos. Após o corte, McCardell deu entrevista dizendo que ainda podia jogar por mais cinco anos. O Buccaneers contratou ele por 4 anos ainda naquela offseason, e McCardell fez valer as palavras proferidas por ele. No seu primeiro ano na equipe, foram 1.100 jardas, uma eleição para o Pro Bowl, e 2 TDs recebidos no Super Bowl XXXVII, sendo extremamente importante na conquista do título. McCardell jogou 6 temporadas após o corte, fazendo valer as palavras ditas.


Jeremiah Trotter, Washington Redskins


Al Bello/Getty Images

Em 2002, o contrato do LB Jeremiah Trotter com o Philadelphia Eagles chegou ao fim e o jogador se tornou free agent. Querendo reforçar a posição, o Washington Redskins contratou o jogador por 7 anos e $36 milhões de dólares. Mas a aposta não deu certo, com a equipe cortando-o após apenas duas temporadas. Quem se beneficiou disso foi o próprio Eagles, que o contratou por um valor muito abaixo do anterior. Trotter foi eleito para o Pro Bowl nos dois anos seguintes com o Eagles. Além dele, o Redskins não renovou com o LB Antonio Pierce em 2005, que assinou com o Giants e foi peça importante na conquista do Super Bowl da franquia.


Vinny Testaverde, Baltimore Ravens


Mitchell Layton/Getty Images

Testaverde foi o QB titular quando a equipe se mudou de Cleveland para Baltimore. Em 1996, Testaverde lançou para 33 passes na temporada, que foi o recorde da equipe por incríveis 23 anos. Mesmo assim, o Ravens cortou o QB em 1998. Ainda em 98, Testaverde foi contratado pelo Jets, levando a equipe até a final da AFC naquela temporada. Testaverde continuou na NFL até 2002, quando se aposentou aos 39 anos. Já o Ravens sofreu com diversos QBs durante a década toda, tendo uma forte defesa e diversos QBs medianos.


Jerry Rice, San Francisco 49ers


Ronald Martinez /Allsport/Getty Images

O lendário WR do 49ers foi avisado que seria cortado da equipe ao final da temporada de 2000, tendo um jogo de despedida. O corte do jogador de 39 anos liberou cerca de $4.1 milhões de dólares na folha salarial do Niners, e parecia ser a aposentadoria de Rice. Mas o GOAT dos WRs se juntou ao Raiders (sempre eles), teve duas temporadas seguidas com mais de 1.100 jardas e tendo um papel de muita importância na campanha do Raiders rumo ao Super Bowl, em 2002.


Julius Peppers, Chicago Bears


Doug Pensinger/Getty Images

Pass Rushers com mais de 30 anos tende a se tornar menos dominante devido a queda do rendimento físico. Mas não foi isso que aconteceu. O Bears cortou Peppers como forma de salvar $13.9 milhões de dólares, sem saber que Peppers continuaria sendo um dos melhores EDGEs da liga. Assinando contrato com o Packers, rival histórico do Bears, Peppers teve 25 sacks em 3 anos e chegou a duas finais da NFC nos 3 anos em que esteve na equipe de Wisconsin. Peppers terminou sua carreira como 4º com mais sacks na história da liga.


Tyrann Mathieu, Arizona Cardinals


Christian Petersen/Getty Images

O Texugo do Mel recebeu uma extensão contratual de 5 anos e $62.5 milhões de dólares pelo Cardinals, em 2016. A equipe, porém, cortou o safety em 2018 depois dele recusar um corte salarial. O jogador foi para o Texans e, pouco depois, foi para o Chiefs, onde se tornou o principal jogador da secundária da equipe e chegando em dois Super Bowls, com uma vitória.


Rodney Harrison, San Diego Chargers


Aubrey Washington /Allsport/Getty Images

O San Diego Chargers cortou o safety em fevereiro de 2003, depois de anos de multas por hits ilegais e os problemas no cap. Harrison se juntou, então, ao Patriots, vencendo o Super Bowl nas duas primeiras temporadas com a equipe e se aposentando em 2008 como um dos melhores safeties da década. Já o Chargers penou com a secundária durante muitos anos, sem achar um jogador à altura de Harrison.


O limite na folha salarial faz as equipes terem que fazer malabarismos financeiros, mas nem sempre os cortes saem como o esperado.

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