• Pedro Zaniol

Após renovar com Donald e Kupp, Rams quer trazer Odell Beckham Jr. de volta

“Run it Back” (fazer de novo). Esse é o mantra do Los Angeles Rams em 2022. Depois de alguns anos em modo All-in, trocando escolhas altas de draft por jogadores já provados, visando sempre o presente em relação ao futuro, a franquia conseguiu o seu grande e tão sonhado objetivo, vencer o título do Super Bowl.


Agora a missão é defender esse título, e, para isso, o Rams trouxe novas peças para o seu elenco, como o wide receiver Allen Robinson e o linebacker Bobby Wagner. Mas mais importante que as novas aquisições, Los Angeles renovou o contrato de suas maiores estrelas por mais alguns anos. Matthew Stafford, Aaron Donald e Cooper Kupp tiveram seus vínculos estendidos e ganharam aumentos.


Graças a essas renovações, o time conseguiu abrir espaço na sua folha salarial para 2022. Sim, o Rams renovou o contrato de suas estrelas, deu um aumento para cada uma delas, e ainda assim, a quantidade de dinheiro disponível para gastar aumentou. Vou te explicar como isso acontece.


Los Angeles usa a seguinte estratégia, ao renovar com um jogador, o time paga um valor alto de bônus por assinatura. Esse bônus é totalmente garantido, e deve ser pago ao jogador no ato da assinatura, todo ele. Porém, existe uma brecha na lei de teto salarial da NFL, nessa lei, está escrito que o bônus de assinatura conta no teto salarial em todos os anos de contrato, com o mesmo valor para todos os anos.


therams.com

Então ao renovar o contrato de Matthew Stafford, que acabaria em 2022, por mais 4 anos, o Rams dividiu em 5 anos (2022 + os novos 4 anos) os 60 milhões de dólares que ele deu para Stafford em 2022 como bônus de assinatura. Além de dividir os bônus por mais anos, a renovação também permite que a equipe reestruture os valores do contrato. Stafford receberia um salário de 12,5 milhões em 2022, agora, esse valor será de 1,5 milhões, os outros 11 milhões foram divididos e adicionados nos 4 anos da renovação do contrato.


Fazendo isso, o Rams conseguiu diminuir o valor do contrato de seu quarterback que seria computado na folha salarial, e abriu espaço nessa folha.


É uma estratégia diferente e difícil de se botar em prática, além de ser arriscada. Ela é difícil de ser botada em prática simplesmente por ser muito cara. O bônus de assinatura tem que ser pago todo ele para o jogador quando ele assina esse contrato. Então apesar desses 60 milhões terem sido parcelados pelos 5 anos de contrato no teto salarial, para o dono do Los Angeles Rams, Stan Kroenke, o pagamento teve de ser feito na hora.


Se adicionarmos os 46.5 milhões de bônus para Aaron Donald e 35 milhões de bônus para Cooper Kupp, Stan Kroenke teve que desembolsar 141.5 milhões de dólares para as suas estrelas nessa intertemporada, apesar de muito ricos, são pouquíssimos donos de franquias da NFL que conseguem fazer cheques com esses valores em questão de dias.


AP Photo/Mark J. Terrill

Outro impeditivo para que os times façam isso é que, ao usar essa estratégia, a equipe tem que pagar um valor garantido para esse jogador bem no futuro. Em um esporte com tantas lesões, isso pode se tornar um problema no futuro. Donald, Stafford e Kupp estão garantidos na folha salarial do Rams até 2026, mesmo que se aposentem, sejam cortados ou trocados antes disso, a franquia vai continuar com esses números em seu teto salarial. Quando o jogador está no teto salarial de uma equipe, porém não está jogando por ela, esse valor é considerado um dinheiro morto. Isso já aconteceu com o Rams depois das renovações de Jared Goff e Todd Gurley.


Feita a explicação de como o Rams abriu esse espaço em sua folha salarial, é importante discutir o porque a franquia faz isso. A aquisição que Los Angeles ainda quer fazer nessa intertemporada é trazer o wide receiver Odell Beckham Jr., que foi campeão com o time e está se recuperando de uma lesão no joelho sofrida no Super Bowl.


Odell já falou publicamente que quer voltar para Los Angeles, Sean McVay, treinador do time, também já disse que gostaria de ter o jogador novamente, e nessa semana, foi a vez de Cooper Kupp também dar uma entrevista ao jornalista Matt Audilet, do The Spun, pedindo a volta do jogador.


“Eu o quero de volta. Quero que ele seja parte do Los Angeles Rams. Nós o queremos buscando um título mais uma vez com o time. Ele é um ótimo companheiro de equipe, uma pessoa incrível e um excelente jogador de futebol americano. Eu aprendi um monte com ele. Eu quero demais que ele volte, porém isso é algo que a diretoria e ele tem que chegar em um acordo.”

O problema para esse acerto claramente é a falta de dinheiro. Odell jogou em 2021 por um salário baratíssimo, e quer receber bem mais que isso em 2022, o problema é que, mesmo com as renovações, o Rams não tem muito espaço em seu teto salarial. Para conseguir oferecer um contrato de maior valor para Beckham, esse contrato precisa ter uma duração maior, para que o valor cresça durante a sua duração.


Christian Petersen/Getty Images

O atleta acabou de sofrer uma lesão séria, de rompimento de ligamento, está se recuperando, já teve outras lesões em sua carreira, e está prestes a completar 30 anos de idade, todos esses fatores fazem com que o Rams fique receoso em dar um contrato de longa duração para Odell, e é por isso que o acordo ainda não foi fechado.


Com a contratação de Allen Robinson, Los Angeles já tem 2 recebedores titulares, e conta com dois jovens jogadores, Van Jefferson, e Tutu Atwell, de que são esperados uma evolução. Assim, o time não está desesperado atrás de um jogador para a posição, para que esse casamento aconteça, as duas partes terão que ceder, e como todos os envolvidos querem essa união, é questão de tempo até que ela aconteça.


Torcedor do Los Angeles Rams, você quer Odell Beckham Jr. de volta no time? Acredita que ele ainda pode ser um grande jogador na NFL? Conte para gente o que você acha na seção de comentários.

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