• Lucas Rocha

Amari Rodgers pode ser uma grata surpresa em seu segundo ano

Amari Rodgers teve um ano de calouro para se esquecer. Embora tenha aparecido em 16 partidas, Rodgers teve apenas 103 snaps jogados (10% dos snaps totais do ataque na temporada), participando mais do special team do que do ataque em si. Grande parte disso foi devido ao protagonismo de Davante Adams e a chegada de Randall Cobb, que joga no slot assim como Rodgers. Com a troca de Adams e a saída de Marques Valdez-Scantling, Amari Rodgers pode se tornar uma grata surpresa para o ataque do Packers na próxima temporada.



Mal desempenho no ataque e no Special Team


Jogando apenas 10% dos snaps ofensivos, Amari Rodgers não teve um bom desempenho no pouco tempo que teve. Foram 4 recepções em 8 alvos, totalizando míseras 45 jardas recebidas. Na única corrida que tentou, foram 11 jardas conquistadas. O grande problema, porém, foram os 2 fumbles sofridos nos 5 toques na bola, colocando uma dúvida enorme sobre sua cabeça.


Christian Petersen/Getty Images

Visto o baixo rendimento, Amari Rodgers foi usado mais no special team como retornador. E, assim como no ataque, o rendimento dele foi muito abaixo do esperado. Foram 20 retornos de punt para 166 jardas (8.3 jardas por retorno), muito pouco. Já em situações retornando chutes, o rendimento foi um pouco melhor: 11 retornos para 199 jardas, média de 18.1 jardas por retorno.


Há motivos para seu mal desempenho?


Amari Rodgers foi selecionado na terceira rodada do draft. Pouco tempo depois, a pedido (exigência) do QB Aaron Rodgers, o Packers foi atrás de Randall Cobb, e neste momento o rendimento de Amari Rodgers viria a cair. Os dois recebedores têm biotipos físicos parecidos, jogam no slot (primeiro recebedor depois da ponta da OL) e habilidades parecidas, mas Cobb é mais experiente e tem suas habilidades mais refinadas (além de já ter química com Aaron Rodgers).


James Gilbert/Getty Images

Técnico de WRs fala sobre Amari Rodgers


Jason Vrabel, técnico de WRs do Packers, não acredita nas “desculpas” para Rodgers. Segundo Vrabel, a desculpa de Rodgers ter ido mal devido a presença de Cobb não é válida, já que é trabalho dele vencer o veterano. “Não acho válido a desculpa que ele foi mal por Cobb estar aqui,” disse o técnico em entrevista para repórteres. “É o trabalho dele vencer Cobb, seja em qual posição eles estiverem. Mesmo que ele seja um slot por natureza, treinamos com ele como slot e como split end [recebedor mais perto da linha lateral], e ele já jogou nas duas posições. Seu nível de performance foi baixo. Essa é a realidade, ok? Não é que ele seja ruim, mas ele não estava jogando no mesmo nível de Cobb ou Lazard.”


Stacy Revere/Getty Images

A crítica construtiva de Vrabel é mais do que justa. Rodgers tem muito potencial, é um jogador atlético e que pode render muito. O fato dele não ter jogado foi, acima de tudo, por falhas dele como jogador, tanto nos treinos quanto nas partidas. Mas ainda há esperança para o agora segundanista. É extremamente comum WRs calouros sofrerem na NFL e, a partir do segundo ano, começarem a jogar melhor. Ainda mais quando seu QB é um veterano que figura entre os melhores nomes da NFL atual (e talvez da história). Tanto Jordy Nelson como Randall Cobb demoraram um pouco até engrenar no ataque do Packers, e Adams foi conhecido como “Dropante Adams” durante os primeiros anos da carreira. Os três, no fim, se tornaram alguns dos melhores jogadores da história do Packers.


Uma das coisas que faltava para Rodgers era confiança, em especial nele e na ligação com Aaron Rodgers. E, segundo Vrabel, o WR trabalhou neste quesito durante toda a offseason. “Conversei bastante com ele durante a offseason, e algo que ele deixou claro foi que trabalhou muito para melhorar sua confiança. Como se melhora a confiança? Bom, você trabalha e treina mais do que você jamais fez,” explicou Vrabel. “Se vocês o verem agora, já vão notar que ele está mais rápido e mais forte do que o ano passado. Ele está na sua melhor forma física. Seu mindset é ‘Eu vou me tornar o melhor WR em todas as posições’.”


Amy Lemus/NurPhoto via Getty Images

Temporada pode ser a chance ideal para o WR


Em 2021, Amari Rodgers era o 5º WR na equipe, atrás de Adams, MVS, Lazard e Cobb. Com a troca de Adams e a saída de Valdes-Scantling, Amari Rodgers “sobe” dentro da ordem dos WRs, e deve ter mais tempo em campo. Não se sabe ainda, porém, se Rodgers irá assumir a titularidade no slot ou se jogará mais aberto, posição que não é sua principal característica mas tem talento para. Em um novo corpo de WRs, Amari Rodgers pode se tornar uma grata surpresa para o Green Bay Packers.

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