• Thiago Oliveira

Alijah Vera-Tucker pode colocar a OL dos Jets em um alto nível

Uma coisa que é de comum acordo é que não tem sido fácil ser torcedor do New York Jets tem um bom tempo. Depois de assistirem uma dinastia orquestrada por Bill Belichick e Tom Brady por duas décadas, agora estão vendo uma possível nova era em Buffalo com Josh Allen e companhia, os quais aspiram cada vez mais vitórias e parecem estar no caminho do sucesso. De 2018 até 2020, houve até um fio de esperanças visando um futuro diferente com a chegada de Sam Darnold, porém ocorreram apenas temporadas negativas e um desempenho fraco da equipe ministrado pelo terrível Adam Gase.


Para a felicidade do torcedor, Adam Gase foi demitido no início do ano e passou o bastão de Head Coach para Robert Saleh, com a missão de enfrentar a difícil tarefa de botar ordem na franquia. Saleh já chegou promovendo mudanças pontuais, principalmente com a troca de Sam Darnold para o Carolina Panthers. Dessa forma, foi fácil entender a estratégia adotada pelos Jets – encontrar um novo quarterback para comandar o ataque.


Reprodução / nypost.com

A missão foi dada para Zach Wilson, através da terceira escolha geral do draft. Porém, uma boa surpresa da franquia de New York foi o trade up para o recrutamento e melhoria da linha ofensiva com o offensive guard Alijah Vera-Tucker, vindo de USC Trojans, na escolha #14, também no primeiro round do draft. Foi notável a insatisfação por conta desse ataque com pouca produção, sendo gastas dessa forma as quatro primeiras escolhas em jogadores do sistema ofensivo, o wide receiver Elijah Moore e o running back Michael Carter, respectivamente escolhas de segundo e quarto round.


Voltando para a análise de Vera-Tucker, mesmo se destacando em 2019 como left tackle, ele sempre se mostrou versátil em cobrir diversas áreas da linha ofensiva, recebendo snaps como right guard e principalmente left guard em 2020. Jogando pelo USC Trojans, Vera-Tucker mostrou excelente potencial em características essenciais para a posição, tanto na eficiência ao abrir espaços no jogo corrido devido ao ótimo uso das mãos e no bloqueio de zonas, quanto no auxílio da proteção no jogo aéreo, uma vez que possuí boa ancoragem dos pés, sendo dificilmente movido do local. Mesmo com algumas características físicas na média, ele sobra na qualidade técnica, habilidade e entendimento do jogo. Sendo assim, premiado com o Morris Trophy – prêmio dado ao melhor offensive lineman da conferência - e nomeado duas vezes para o All-Pac-12, além do título de melhor offensive guard da classe.


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Ainda não será esse ano que o torcedor dos Jets voltará as glórias, já que os rivais de divisão estão há anos-luz na frente e com times para causar impacto imediato, enquanto os Jets devem procurar a fórmula perfeita através do tempo e de muitos treinos, a fim de equilibrar seus jovens talentos para que no futuro possa brigar pela divisão que não é conquistada desde 2002.

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