• Thiago Oliveira

Alex Leatherwood – o maior reach do primeiro round do Draft

Não é de hoje que o Las Vegas Raiders vem decepcionando seus torcedores com escolhas bisonhas e verdadeiros reachs – expressão utilizada quando uma franquia seleciona um jogador numa posição muito acima do que ele poderia ter sido selecionado. A exemplo de drafts passados, o defensive end Clelin Ferrell escolhido em 2019, com a quarta escolha geral do draft, deixou muito a desejar, uma vez que o desempenho dele nesses últimos anos não valeu o preço que foi pago, além de que tinham jogadores melhores que poderiam ter sido escolhidos com aquela pick. Já em 2020, o cornerback Damon Arnette, selecionado no 1º round e na pick #19, foi o responsável por tirar o sossego dos torcedores dos Raiders, sendo mais uma infeliz surpresa. E agora não poderia ter sido diferente, a cúpula comandada pelo General Manager Mike Mayock e pelo Head Coach Jon Gruden voltou a aprontar e fez a pior escolha do primeiro round do draft de 2021. O offensive tackle Alex Leatherwood, escolhido na décima sétima escolha geral, atualizou a definição de reach e virou sinônimo da expressão.



Tendo em vista a talentosa classe de jogadores de linha ofensiva, a exemplo de Penei Sewell, Rashawn Slater, Alijah Vera-Tucker, Christian Darrisaw, Teven Jenkins e Liam Eichenberg, os Raiders fizeram uma escolha bastante polêmica ao selecionar Alex Leatherwood tão cedo e com jogadores melhores disponíveis causando bastante rebuliço e colocando um ponto de interrogação na cabeça dos torcedores que ficariam bem mais felizes com a vinda de Darrisaw para o estado de Nevada.


USA Today FTW

Apesar de tudo, Leatherwood é um bom jogador que apresenta um ótimo potencial de desenvolvimento para ser bastante importante na linha ofensiva. Uma de suas características é a versatilidade em atuar em diversos lados e posições, já que possui uma alta capacidade atlética, mesmo não possuindo uma mão forte no contato direto ao bloquear. Outra habilidade interessante é sua boa visão, inteligência e entendimento do jogo, os quais possibilitam em um melhor posicionamento – o qual precisa ser muito treinado ainda - e excelente uso de seus longos braços ao fazer a proteção do quarterback durante o jogo aéreo. Entretanto, ele apresenta dificuldades em executar suas tarefas quando é muito exigido em ações com pass rushers velozes devido a falta do atributo da agressividade e, também, faz-se necessário a evolução de forma expressiva o processo de bloqueio e abertura de espaços para o jogo corrido que é bastante dominante em Las Vegas com Josh Jacobs e Kenyan Drake. Problemas estes que evidenciam todas as discussões envolvendo a escolha.


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É fato que a escolha não foi a melhor possível, mas em seus anos de college, ele mostrou bastante presença e durabilidade jogando todos os jogos das últimas 3 temporadas e em diferentes posições, mostrando que pode se desenvolver e ter um encaixe especial na linha ofensiva de Las Vegas a partir dos treinos recorrentes. Em Alabama, o offensive tackle foi nomeado em seu primeiro ano como titular para o segundo time da All-SEC e nos dois próximos para o primeiro time All-SEC, além de ganhar o Outland Trophy.


O que se passa na cabeça de Jon Gruden e companhia eu ainda não sei, mas e aí torcedor dos Raiders, qual a esperança para o futuro da linha ofensiva?

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