• Thiago Oliveira

Além de talento, Devonta Smith dá esperanças ao ataque dos Eagles

Após um ano cheio de inconstâncias que culminaram em uma temporada com míseras 4 vitórias - a pior campanha desde 2012 - o Philadelphia Eagles amargurou a última colocação na fraquíssima divisão Leste da NFC. Vale salientar que a franquia teve um desempenho ofensivo decepcionante, sendo: o 5º time com menos jardas passadas e o 7º time que menos fez pontos, com uma média inferior à 21 pontos por jogo. Dessa forma, diversas mudanças ocorreram logo no início do ano, começando pela demissão do Head Coach campeão do Super Bowl LII, Doug Pederson, devido à pressão do péssimo desempenho e as desavenças internas motivadas a princípio pela escolha de colocar Carson Wentz no banco.


Em seguida, Nick Sirianni foi contratado para ocupar o cargo vago de treinador principal. No mês seguinte, foi noticiado que Carson Wentz não estava mais nos planos de Philadelphia e foi trocado por uma escolha de 3º round do draft de 2021 e uma escolha de 2º round do draft de 2022, que dependendo do desempenho do quarterback pode se tornar uma de 1ª rodada.


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Tendo em vista os três últimos drafts dos Eagles, é fácil perceber a grande investida em uma tentativa de reformular o setor ofensivo que, mesmo ineficiente, conta com peças já consolidadas, como: Jason Kelce, Zach Ertz e Brandon Brooks.


No draft de 2019, os Eagles investiram suas três primeiras escolhas em jogadores de ataque, o OT Andre Dillard, o RB Miles Sanders e o WR JJ Arcega-Whiteside, respectivamente, escolhas de primeiro e duas de segundo round. Em 2020, o planejamento do draft não fugiu muito do ocorrido no ano anterior, Philadelphia, com sua primeira escolha, recrutou o WR Jalen Reagor, visto como um ótimo prospecto na talentosa classe de recebedores daquele ano, e na segunda rodada, Jalen Hurts foi o escolhido, um quarterback bastante atlético e com potencial para desenvolvimento, tendo em vista as frequentes lesões de Wentz. Além deles, em escolhas mais tardias, selecionaram dois OT e outros dois WR.


E por último, no draft de 2021, com a décima escolha geral, os Eagles selecionaram o vencedor do Troféu Heismann, o wide receiver vindo de Alabama, DeVonta Smith, que possui um talento excepcional, com muita versatilidade, explosão e controle do corpo, além de ser muito instintivo e inteligente, sendo uma excelente arma para terceiras descidas e para a end zone. Mesmo sempre tendo vida difícil em Alabama com ótimos companheiros de equipe dividindo jardas e recepções, como: Calvin Ridley, Jerry Jeudy, Henry Huggs e Jaylen Waddle, Smith conseguiu se destacar e provar seu enorme potencial, sendo o líder em jardas recebidas e em TDs por dois anos seguidos. Fora ele, a franquia reforçou o backfield com Kenneth Gainwell e o miolo da linha ofensiva com Landon Dickerson.


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No atual cenário, com a ida de Wentz para os Colts, o caminho ficou livre para Jalen Hurts assumir a titularidade da equipe e conduzir esse ataque com um misto de novatos e de veteranos para os playoffs, uma vez que contará com DeVonta Smith - que terá um papel imensurável dando ritmo para esse ataque - o qual chega para ser o principal recebedor desse carente grupo, sendo acionado em rotas de profundidade e na conversão de descidas.


Analisando outros alvos, Jalen Reagor, mesmo com uma temporada ruim, será uma boa opção quando Smith tiver com marcação dobrada e em jogadas longas, já que também possui a velocidade como característica. Greg Ward, Travis Fulgham e JJ Arcega-Whiteside completam o grupo de recebedores com a função de rotação na posição de 3º WR trazendo ao time muita versatilidade, sendo ótimas armas para o ataque. Já, Dallas Goedert parece que assumiu de vez o papel de principal tight end da equipe e Zach Ertz, que não tem conseguido se manter saudável por muito tempo, poderá receber um papel secundário e em jogadas específicas.


Mesmo assim, podem ter a funcionalidade de desafogar o time auxiliando o Hurts na conversão de descidas complicadas. No backfield, ajudados por uma boa linha ofensiva, os Eagles virão com um comitê de running backs liderados por Miles Sanders. Completando o grupo. Boston Scott e o novato Kenneth Gainwell terão também o trabalho de ditar o jogo corrido e auxiliar em jogadas de play-action.


O setor ofensivo de Philadelphia possui diversas peças talentosas, porém a incerteza de desenvolvimento e adaptação na liga ainda é uma incógnita, não se sabe como será o desempenho e a criação de Hurts que com apenas 22 anos terá que carregar um piano nas costas e mostrar serviço no seu segundo ano de liga, mas pode-se dizer que a franquia está no caminho certo e a chave do sucesso é o tempo, treino e um pouco de paciência.

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