• Rodrigo Menezes

3 Fatos empolgantes e preocupantes para os Broncos em 2021

Seis anos de seca. Esse é o período que uma das franquias mais vitoriosas da NFL está sem se classificar para os playoffs. Para ser mais sincero, nem mesmo brigar pela vaga o time conseguiu fazer desde a aposentadoria de Peyton Manning, após a conquista do Super Bowl 50. Em 2016, o time até chegou a ter uma temporada vitoriosa, mas pouco brigou pelos playoffs, e nos anos seguintes, só temporadas negativas.


Mas para 2021, os torcedores estão mais empolgados e esperançosos. O elenco montado pelo novo GM George Paton é um dos mais promissores da liga, e certamente o melhor que Denver teve desde a temporada 2015. Há grandes expectativas para essa temporada, e será um grande desperdício de talento se essa equipe não chegar aos playoffs. Mas há sim preocupações, e em pontos importantes. É por isso que abaixo vou listar os três motivos de empolgação e de preocupação para o torcedor dos Broncos.


3 Fatos empolgantes


Von Miller está de volta: o MVP do Super Bowl 50 perdeu a temporada 2020 em decorrência de uma lesão no tendão calcâneo durante o período de preparação, mas agora está totalmente recuperado e pronto para voltar a ser destaque nessa defesa. O jogador, que já foi nomeado 8 vezes para o Pro Bowl e é considerado um futuro Hall of Famer, fará uma dupla explosiva com o Astronaut, apelido de Bradley Chubb. Havia muita expectativa do que essa dupla faria em 2020, e pelo rendimento de ambos nos primeiros treinamentos da equipe, podemos renovar essas expectativas: os caras estão famintos e com sangue nos olhos para caçar QBs quando a temporada começar.


MVP do Super Bowl 50, Miller é um ídolo dos Broncos e está de volta para a temporada 2021. (Mike Blake – Reuters)

No Fly Zone 2.0: o apelido da secundária de Denver na temporada vitoriosa de 2015 era No Fly Zone. Composta por Aqib Talib, Chris Harris Jr., T. J. Ward, Darian Stewart e Bradley Roby, ela foi muito importante por levar os Broncos ao Super Bowl 50 e vencê-lo. Agora os Broncos tem a possível formação da No Fly Zone 2.0, composta pelos remanescentes da temporada 2020 Isaiah Simmons e Kareem Jackson e pelos recém-chegados Ronald Darby, Kyle Fuller e Patrick Surtain II. Liderados pelo Head Coach Vic Fangio, considerado uma boa mente defensiva, a No Fly Zone 2.0 pode ser tão explosiva e habilidosa quanto a versão de 2015, e ajudar muito os Broncos a voltarem a frequentar a pós-temporada. Há muita expectativa por parte dos torcedores em ver esses jogadores em ação.


Com contratos renovados, Simmons e Jackson receberam novos companheiros para formar o que pode ser uma das melhores secundárias da NFL. (Aaron Ontiveroz – The Denver Post)

Calendário acessível: considerando as campanhas das equipes em 2020, os Broncos têm um dos calendários mais fáceis da liga nessa temporada. Ainda que algumas dessas equipes tenham se reforçado, dá para acreditar que Denver pode se aproveitar desses jogos para conseguir vitórias que o impulsionem rumo aos playoffs. Além disso, com a temporada expandida para 17 jogos, os Broncos jogarão 9 partidas em seus domínios, algo que é muito vantajoso para uma equipe que historicamente é forte em casa, principalmente por contar com a ajuda da altitude de 1.600 metros. Com o ar um pouco mais rarefeito, os adversários costumam enfrentar dificuldades quando jogam no Empower Field at Mile High, e isso certamente pode ajudar muito os Broncos a chegarem aos playoffs.


Com o jogo contra os Lions sendo adicionado como 17º dos Broncos no calendário, o time fará 9 partidas como mandante. (Dustin Bradford – Getty Images)

3 Fatos preocupantes


A posição de QB: apesar de Vic Fangio e Pat Shurmur demonstrarem otimismo com as opções disponíveis e tentarem falar da evolução de Drew Lock e Teddy Bridgewater nos treinamentos, os torcedores dos Broncos estão preocupados. Com um elenco muito talentoso, ter um desses jogadores como titular pode colocar todo o esforço em risco. Nem Lock nem Bridgewater mostraram até hoje motivos para que o otimismo da comissão técnica seja comprado. Denver certamente precisava de uma opção melhor para dar garantias de que esse time pode brigar até mesmo pelo Super Bowl. Por isso que os torcedores colocam mais fé em uma eventual troca para trazer Aaron Rodgers ou Deshaun Watson do que nas atuais opções que o elenco tem.


Drew Lock e Teddy Bridgewater disputam vaga de QB titular, mas nenhum deles inspira confiança na torcida. (Helen H. Richardson – The Denver Post)

Jogo corrido: Melvin Gordon teve uma primeira temporada regular. Apesar dos números dizerem o contrário, o RB demorou para se encaixar na equipe, e passou a ter bons jogos somente quando Phillip Lindsay não estava em campo. Para essa temporada, Lindsay deixou a equipe e acertou com os Texans, e as demais opções que Denver tem no backfield não inspiram confiança: Mike Boone (ex-Vikings) e Royce Freeman. Gordon tem histórico de lesões, e depender apenas dele poderá ser um grande erro para esse ataque, ainda mais se Lock ou Bridgewater for o QB da equipe. Nesse caso, o jogo corrido será essencial para diminuir a pressão que os adversários farão neles. É um ponto de atenção para os Broncos.


Melvin Gordon é o melhor RB da equipe, e o único minimamente confiável. (Keith Srakocic – Associated Press)

Linebackers: enfrentando alguns dos melhores ataques terrestres da NFL nessa temporada, ter bons jogadores nessa posição é muito importante para conseguir neutralizar os rivais. E talvez esse seja um ponto fraco dos Broncos. As opções que Denver tem de linebacker não são jogadores considerados play makers, e pode trazer grandes dificuldades para Denver em jogos contra Giants, Browns, Ravens e Cowboys. Além disso, Travis Kelce é uma arma poderosa dos Chiefs, adversário em 2 jogos da temporada. Ter um LB bom ajudaria a tentar diminuir o estrago que ele causa, e talvez os Broncos não tenham jogadores nesse nível.

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